Ovário artificial promete ajudar mulheres com cancro a engravidar

Investigadores dinamarqueses fabricaram em laboratório um protótipo a partir de tecido humano e óvulos. A técnica está a ser testada em cobaias

Pode demorar até 10 anos a esta técnica estar pronta a ser utilizada em mulheres que estejam em risco de perder a fertilidade devido a tratamentos de cancro e outras terapias, revela o jornal The Guardian .

O ovário artificial, criado em laboratório por uma equipa de investigadores de Rigshospitalet em Copenhaga, promete ajudar as mulheres com cancro a engravidar.

O protótipo foi criado a partir de tecidos do órgão e de óvulos recolhidos antes de a paciente começar os tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, o que permite que estes sejam congelados e, findo os tratamentos, reimplantados para a mulher poder ter filhos normalmente.

"Tivemos a primeira prova de que realmente conseguimos manter os óvulos. É um passo importante", declarou Susanne Pors, uma das investigadoras do projeto, ao The Guardian. "Mas ainda temos muitos anos pela frente antes de o conseguirmos implantar numa mulher", declara, revelando que pode demorar "uns 10 anos" a ser aplicada a técnina que, para já, está apenas a ser testada em cobaias.

Para a maioria das doentes este procedimento é totalmente seguro, menos nos casos de cancros como o do ovário ou leucemia, uma vez que o reimplante acrescenta probabilidades à doença de voltar.

A equipa de liderada por Susanne Pors acredita que os ovários artificiais são a opção mais segura. Os resultados desta experiência vai ser apresentada esta semana em Barcelona, no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.