No Natal não acontece nada? Estes acontecimentos desmentem essa ideia

Carlos Magno foi coroado imperador, Gorbatchov demitiu-se, George Michael e Charlie Chaplin morreram. A história desmente que este seja um dia tranquilo.

É costume dizer-se: no Natal não se passa nada. Mas estes acontecimentos desmentem que o dia seja tão tranquilo. Nascimentos, mortes, decisões políticas, lançamentos e até um anúncio que marcaria a história do cinema.

Carlos Magno é coroado imperador

Carlos Magno uniu parte da Europa Central e Ocidental e no dia 25 de dezembro de 800 foi coroado imperador pelo Papa Leão III, numa inequívoca mostra de apoio da Igreja Católica. Nasce assim o Sacro Império Romano, o primeiro depois da queda do império romano.

Nasce Isaac Newton

O cientista a quem se atribui a 'descoberta' da Lei da gravidade nasceu em 1642.

Humphrey Bogart vem ao mundo em Nova Iorque

A estrela de Casablanca, filho mais velho de um médico-cirurgião e de uma artista plástica, ​​​​​​​nasce no Upper West Side, em Nova Iorque, em 1899.

Nasce o Partido Comunista francês

Reunidos na cidade de Tours, os socialistas franceses decidem a 25 de dezembro de 1920 separar-se. A escolha da data não é ao acaso. O grupo é fortemente descristianizado e pretende com a escolha deste dia mostrar que não dão atenção as estas datas. A cisão dará origem ao Partido Comunista Francês.

Anunciada estrela de E Tudo o Vento Mudou

O realizador George Cukor anuncia o nome de Viven Leigh como protagonista do filme E Tudo o Vento Levou em 1938.

Navio 'Alentejo' encalha no Tejo

Na noite de consoada de 1968, um barco que seguia para o Barreiro ficou encalhado no Tejo com cerca de 800 pessoas a bordo. Quem não conseguiu sair e caminhar até à margem, passou sete horas no barco, sem ajuda, sem água nem comida.

Charlie Chaplin morre

Ator, produtor, realizador de cinema, guionista (e outras profissões do cinema), Charlie Chaplin morreu em Corsier-sur-Vevey, na Suíça, onde viveu nos últimos anos da sua vida, em 1977, após mais de uma década de problemas de saúde. Tinha 88 anos. A causa da morte foi um derrame cerebral.

Ariane é lançado

Na consoada de 1979 foi lançado o primeiro dos foguetes da família Ariane. Pesava 210 toneladas e resultou dos esforços de colaboração de 11 países europeus.

Morre Joan Miró

O pintor catalão morreu em Palma de Maiorca em 1983. Tinha 90 anos. O seu trabalho pode ser visto em museus de todo o mundo e na Fundação com o seu nome em Barcelona, Em Portugal, a coleção de 85 obras que um dia pertenceu a Banco Português de Negócios encontra-se atualmente no Museu de Serralves.

O fim dos Ceausescu

O Muro de Berlim já tinha caído, governos socialistas da Europa de Leste desfaziam-se, mas, na Roménia, Ceausescu, no poder desde 1965, recusava abdicar. No dia de Natal de 1989, numa base militar a 50 quilómetros de Bucareste, ele a mulher, Elena, número 2 do regime, foram fuzilados. Foram julgados sumariamente por genocídio.

Gorbatchov demite-se

O presidente da URSS, no cargo desde 1985, anuncia a sua demissão no dia de Natal de 1991 numa comunicação televisiva. A saída de cena de Mikhail Gorbatchov é o prenúncio do fim da União Soviética. Dois anos antes tinha caído o Muro de Berlim e tinham colapsado regimes socialistas da Europa de Leste.

James Brown morre

O cantor norte-americano morreu à 1:45 da noite de 25 de dezembro de 2006 vítima de insuficiência cardíaca, resultante das complicações de uma pneumonia.

Morre George Michael

A notícia não podia deixar de ser recebida com triste ironia. George Michael, voz do êxito natalício Last Christmas, foi encontrado sem vida em casa na noite de 25 de dezembro de 2016. A autópsia revelou que uma insuficiência cardíaca foi a causa da morte.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?