Dificuldades com a matemática? Olhe que até as abelhas conseguem aprender

Cientistas descobrem que os insetos do mel conseguem somar e subtrair. Juntam-se a uma lista onde apenas estavam chimpanzés, papagaios e uma espécie de aranhas africanas

O tamanho não importa, mesmo quando se trata do cérebro. Um estudo assinado por cientistas australianos da Universidade RMIT e publicado na Science Advances, demonstrou que as abelhas podem aprender matemática, pelos menos as noções básicas da disciplina. Apesar de terem cérebros muito pequenos, conseguem somar e subtrair, se forem ensinadas.

A descoberta está a ajudar os cientistas a perceberem a relação entre o tamanho do cérebro e o poder deste e pode até ajudar no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA), de acordo com a universidade. A principal autora do estudo, Scarlett R. Howard, disse à CNN que espera que estes resultados ajudem as pessoas a deixarem de dizer que "os insetos são pouco inteligentes. Eles são espertos e podem fazer coisas cognitivamente exigentes", afirmou a cientista.

O estudo sugere ainda que o conhecimento dos números "pode ​​ser acessível a mais animais". É verdade que muitos já conseguiam usar os números em tarefas simples, mas só um grupo restrito conseguia fazer contas de somar e subtrair, como os chimpanzés, papagaios e uma espécie de aranhas africanas. Agora, as abelhas também se juntam a esta lista.

Quanto ao uso desta informação para o desenvolvimento de IA, Howard disse que esta descoberta "pode dar uma ideia de como construir computadores mais simples que ainda assim conseguem ser processados ​​a um nível mais elevado, tornando os computadores mais eficientes em termos de energia".

As abelhas precisam mesmo de Matemática?

As abelhas não precisam de saber somar ou subtrair no seu dia a dia, mas as capacidades cognitivas necessárias para aprender matemática são provavelmente muito vantajosas para a espécie.

Os autores do estudo explicam que ligar traços visuais a uma recompensa pode ajudar as abelhas quando se aventuram por locais que não conhecem. Por exemplo, pode ajudá-las a lembrarem-se das características das flores (como cor, forma ou tamanho) que lhes fornecem recursos essenciais e quais as características das flores que não lhes são úteis.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os zangões são capazes de tarefas complexas. Um estudo de 2016 descobriu que as abelhas podiam não só aprender como transmitir esse conhecimento a outras abelhas.

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