Metade dos deficientes não têm emprego

Entre 2011 e 2017, o número de pessoas com deficiência desempregadas aumentou 24%, revela novo relatório do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos.

Em seis anos, o desemprego entre pessoas com deficiência aumentou 24%. Entre 2011 e 2017 10 408 estavam inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), avança nesta quinta-feira o Público , a partir de um novo relatório do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) "Pessoas com Deficiência em Portugal - Indicadores de Direitos Humanos".

O JN acrescenta, citando o mesmo relatório, que em 2016 só metade das pessoas com deficiência tinha emprego, com a taxa de desemprego nesta população fixada nos 24,2% - quase dez pontos percentuais acima da taxa nacional de desemprego de 14,6%. As restantes nem procuram trabalho, acrescenta o jornal.

Entre os inscritos no IEFP, "86% têm mais de 25 anos, 82% procuram um novo emprego e 60% estão desempregadas há mais de um ano", precisou Paula Campos Pinto, coordenadora do ODDH citada pelo Público. Recorde-se que no mesmo período, de 2011 a 2017, o desemprego teve uma queda de 34,5% entre a população geral.

O relatório revela ainda que no ano passado só foram concedidos seis apoios pelo IEFP para adaptação dos locais de trabalho às condições das pessoas portadoras de deficiência que ali trabalhavam, e dos cem mil euros disponíveis para essa adaptação apenas sete mil foram utilizados. A falta de adaptação implica ainda que o emprego de deficientes seja, além de escasso, tendencialmente de curta duração.

Paula Campos Pinto afirma ao JN que "o mercado de trabalho levanta barreiras às pessoas com deficiência e mostra um grande desconhecimento das suas competências e capacidades".

Apesar do aumento de contratação de pessoas com deficiência no setor privado, estes representam apenas 0,51% dos trabalhadores. O número está muito abaixo dos 2% previstos pela lei nunca regulamentada de 2004.

Agora, a lei que aumenta as quotas no trabalho para as pessoas com deficiência no setor privado foi ontem enviada para o Presidente da República. Esta lei retoma os 2% de pessoas deficientes contratadas para empresas que tenham entre 75 a 250 trabalhadores.

Segundo o Censos de 2011, em Portugal vivem 1,9 milhões de deficientes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

violência

Como foi possível uma tragédia destas no Sri Lanka?

Destino turístico de eleição para muitos europeus nos últimos tempos, o Sri Lanka tem um longo historial de violência e de episódios de sectarismo religioso. Mesmo assim atentado de domingo surpreendeu tudo e todos. Governo desta ilha do Índico, que está demitido pelo presidente desde outubro de 2018, acusou o grupo National Thowheed Jamath, diz que terá havido apoio externo e que alertas foram ignorados