Lidl deixa de vender produtos de plástico descartável

A partir de agosto, supermercados da cadeia deixam de ter copos e pratos em plástico descartável. A marca quer reduzir em 20% a utilização de plástico nos produtos

A cadeia alemã de supermercados Lidl anunciou que irá deixar de vender, a partir de agosto, produtos de plástico descartável, como copos e pratos, nas suas mais de 250 lojas em Portugal. É o primeiro passo de uma estratégia que irá ainda abranger a substituição de palhinhas e talheres nos produtos de conveniência e bebidas. A cadeia pretende reduzir em 20% a utilização de plástico nos produtos da marca até ao ano de 2025.

"Procuramos seguir uma abordagem clara quanto à nossa estratégia relativa aos plásticos, isto é: Evitar - Reduzir - Reciclar. Com o descontinuar da venda de artigos em plástico descartável evitamos a utilização deste material e contribuímos, assim, para uma melhoria do nosso balanço em matéria de plásticos", disse Bruno Pereira, administrador de compras do Lidl Portugal. Os artigos em causa serão substituídos por produtos em material alternativo e reciclável.

Em comunicado, o Lidl afirma ainda que tem vindo a "adotar diversas iniciativas com vista à redução de plástico", de que são exemplo as reduções nas embalagens das cápsulas de café - deixam de ter um invólucro de plástico por cápsula e passam a ter embalagens mais pequenas para o mesmo número de cápsulas. Estas alterações, afirma a empresa, "fazem prever uma poupança de cerca de 74 toneladas de plástico apenas neste produto em um ano".

Há mais exemplos. A quantidade de plástico usada por embalagem nos frutos secos foi reduzida, sem que tal tenha impacto no conteúdo em qualidade e quantidade. Na secção de Frutas e Legumes, Padaria e Frutos Secos e no caso dos têxteis, também já se promoveu a substituição das embalagens de plástico por embalagens de cartão.

Estas alterações, afirma a empresa, "fazem prever uma poupança de cerca de 74 toneladas de plástico apenas neste produto em um ano"

Para sensibilizar os consumidores, o Lidl tem trabalhado com associações ambientais, casos da ABAE, Amb3e,Quercus e Agência Portuguesa do Ambiente, no combate ao plástico nas praias portuguesas com o projeto de verão TransforMAR. O objetivo é sensibilizar a população e recolher plástico. Em vez de acabar a poluir o mar, o plástico será reciclado e transformado em equipamentos de atividade física que irão equipar as respetivas praias.

O administrador de compras, Bruno Pereira,informa ainda que haverá mais novidades: "Trabalhamos arduamente nos diferentes conceitos e continuaremos a manter os nossos clientes informados sobre quaisquer novidades e alterações. Em particular no que diz respeito às embalagens existem várias possibilidades interessantes que estão atualmente em fase de teste e que poderão efetivamente fazer a diferença."

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.