E depois do Viagra? A corrida a novas terapêuticas já começou

Com a patente da Pfizer sobre a droga que (quase) curou a impotência masculina a expirar no próximo ano, há interesse renovado em desenvolver novos e melhores produtos, que não produzam efeitos secundários.

Quando a Pfizer lançou no mercado o seu milagroso comprimido azul, no final dos anos 90 do século XX, o mercado respondeu com estrondo.

Em poucos meses as vendas dispararam, e o Viagra tornou-se o medicamento cujas vendas mais depressa se generalizaram. Agora, com a patente que deu milhões a ganhar à farmacêutica americana a expirar já no próximo ano, fica aberta a porta a novas investigações que permitam ir ainda mais além no tratamento da disfunção eréctil. E o certo é que a corrida já começou.

Foi nos últimos seis anos, com a aproximação do fim das patentes detidas pela Pfizer, que outros grupos e laboratórios começaram a interessar-se por reavivar as pesquisas nesta área,

Até aí, a hegemonia do Viagra, enquanto medicamento para o tratamento da disfunção erétil, impediu que isso acontecesse, porque não era economicamente interessante.

Agora esse caminho fica aberto e já há outros grupos que estão a tentar, inclusivamente, outra vias para a administração de futuros medicamentos nesta frente, como a aplicação local de sprays, ou de um gel. Essa modalidade poderia acelerar o efeito pretendido, evitando ainda os efeitos secundários mais frequentes nos utilizadores do Viagra, como as dores de cabeça e de estômago.

Há trabalho a ser feito nesse sentido, mas tudo vai depender dos ensaios clínicos que ainda terão de ser feitos.

Por outro lado, há 30% de homens com disfunção eréctil que não respondem ao Viagra. São os casos mais severos, em que há danos nos nervos que controlam o pénis, devido a diabetes grave ou a sequelas de cirurgias e tratamentos do cancro da próstata. Como explicam urologistas ouvidos pelo diário britânico The Guardian, há necessidade de desenvolver novos medicamentos que sejam eficazes também nestes casos.

O fim das patentes sobre o Viagra abre ainda caminho à produção dos genéricos com o mesmo alvo terapêutico o que reduzirá muito os custos para os consumidores, universalizando de uma vez por todas este tratamento.

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