Descoberto o barco naufragado mais antigo do mundo

Arqueólogos dizem que a embarcação de 23 metros está intacta no fundo do Mar Negro há mais de 2400 anos.

Arqueólogos descobriram, intacto, o que acreditam ser o mais antigo barco naufragado do mundo, no fundo do Mar Negro, onde parece ter permanecido inalterado por mais de 2 400 anos.

O navio, de 23 metros, provavelmente originário da Grécia, foi descoberto com o mastro, lemes e bancos dos remadores em perfeitas condições. A ausência de oxigénio terá contribuído para preservar os materiais.

"É algo que eu nunca teria acreditado ser possível", disse o professor Jon Adams, investigador principal do Projeto de Arqueologia Marítima do Mar Negro (MAP, na sigla inglesa).

Em sua opinião, a descoberta "vai mudar" a compreensão dos estudiosos sobre a construção naval e marítima no mundo antigo. Acredita-se que a embarcação tenha sido um navio comercial semelhante à que se vê numa peça de cerâmica grega também da mesma altura, pertencente ao Museu Britânico e conhecida como o "Vaso das Sereias".

Os investigadores dizem que vão deixar o navio no fundo do mar, embora lhe tenham retirado um pedaço para ser sujeito a testes de carbono na Universidade de Southampton, os quais comprovaram que este é o mais antigo barco naufragado alguma vez encontrado.

Os investigadores do MAP já descobriram mais de 60 destroços no fundo do Mar Negro, desde barcos cossacos do século XVII a barcos romanos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Benefícios fiscais para quê e para quem

São mais de 500 os benefícios fiscais existentes em Portugal. Esta é uma das conclusões do relatório do Grupo de Trabalho para o Estudo dos Benefícios Fiscais (GTEBF), tornado público na semana passada. O número impressiona por uma razão óbvia: um benefício fiscal é uma excepção às regras gerais sobre o pagamento de impostos. Meio milhar de casos soa mais a regra do que a excepção. Mas este é apenas um dos alertas que emergem do documento.

Premium

educação

O que há de fascinante na Matemática que os fez segui-la no ensino superior

Para Henrique e Rafael, os números chegaram antes das letras e, por isso, decidiram que era Matemática que seguiriam na universidade, como alunos do Instituto Superior Técnico de Lisboa. No dia em que milhares de alunos realizam o exame de Matemática A, estes jovens mostram como uma área com tão fracos resultados escolares pode, afinal, ser entusiasmante.