Descoberto fóssil quase completo de "leão marsupial" extinto

Animal tinha mais de 100 quilos e ficou extinto há mais de 11 mil anos.

Uma equipa de investigadores encontrou um fóssil quase completo do extinto "leão marsupial" da Austrália, um animal que tinha um peso estimado em mais de 100 quilos, segundo um estudo publicado esta quinta-feira na revista especializada Plos.

O "thyalacoleo carnifex", que foi um marsupial carnívoro e se deslocava com a ajuda de uma forte cauda, de acordo com os especialistas viveu no período do Pleistoceno, ou seja, entre há mais de dois milhões de anos e 11.700 anos.

Graças às últimas descobertas, uma equipa liderada por Roderick Wells, da Universidade de Flinders, na Austrália, pode reconstruir pela primeira vez todo o esqueleto do animal.

"O thyalacoleo era diferente de qualquer animal vivo atualmente. Os paleontólogos tentaram durante muito tempo interpretar o seu estilo de vida a partir de restos incompletos", indicaram os investigadores.

Os novos fósseis, descobertos na gruta de Komatsu, em Naracoorte, e na gruta da `Estrela de Voo', na planície de Nullarbor, ambas na Austrália, incluem os primeiros restos conhecidos da cauda e da clavícula do animal.

Os autores usaram esta nova informação e compararam a anatomia com a dos marsupiais vivos.

A cauda do "thyalacoleo" era rígida e musculada", provavelmente permitindo que fosse usada junto dos membros posteriores como um "tripé" para suportar o corpo enquanto libertava os membros anteriores para manipular os alimentos ou escalar, como fazem muitos marsupiais.

A análise indica que o animal tinha um dorso rígido e umas patas dianteiras potentes, apoiadas em fortes clavículas.

Estas características juntam-se a uma lista de evidências de que o "thyalacoleo" era um grande escalador, quem sabe de árvores ou de paredes escarpadas, escreve a agência EFE.

Entre os marsupiais vivos, a anatomia do "thylacoleo" parece ser muito similar à do diabo da Tasmânia.

"O extinto leão marsupial intrigou os cientistas desde que foi descrito pela primeira vez, em 1859, a partir de fragmentos do crânio e mandíbula recolhidos", afirmou Wells, que celebrou a primeira reconstrução do esqueleto.

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