Chernobyl tem novo sarcófago. É a maior estrutura industrial do mundo

O sarcófago projetado para proteger o reator que explodiu em 1986 na central de Chernobyl, palco do pior acidente nuclear da história, foi apresentado à imprensa esta terça-feira.

É chamado Novo Confinamento Seguro e foi idealizado para proteger o núcleo do reator número quatro da central de Chernobyl e 200 toneladas de material altamente radioativo - foi esta terça-feira apresentado à imprensa, passados 9 anos do início da sua construção.

Os estudos preliminares deste projeto tiveram início em 1998 e o contrato para a estrutura foi celebrado em 2007. "Foi um projeto muito longo", declarou aos jornalistas o diretor do Departamento de Segurança Nuclear do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em ingês), Balthasar Lindauer, citado pela agência de notícias Associated Press.

A nova estrutura custou 1,5 mil milhões de euros e o projeto de construção de abrigos totalizou os 2,2 mil milhões de euros, financiada por um fundo gerido pelo EBRD, com contribuições de 45 países da União Europeia e 715 milhões de euros em recursos próprios do banco. A Ucrânia foi um grande contribuinte, com 100 milhões de euros, juntamente com "experiência e pessoal".

É a maior estrutura móvel terrestre construída até aos dias de hoje, com 257 metros de extensão, 108 metros de altura e um peso total de mais de 36 mil toneladas. Tem uma durabilidade de 100 anos e, para minimizar o risco de exposição dos trabalhadores à radiação, o sarcófago foi montado nas proximidades do local e depois movido para a posição final.

O sarcófago foi construído de acordo com as diretivas da Política Ambiental e Social do EBRD, fornece um ambiente de trabalho seguro e o seu sistema de ventilação elimina o risco de corrosão, prevenindo a eventual necessidade de substituição do revestimento e a consequente exposição dos trabalhadores à radiação.

26 de abril de 1986

Foi há 33 anos que o reator número quatro da central nuclear soviética de Chernobyl, na cidade de Pripyat, explodiu durante um teste de segurança. Durante dez dias, o combustível nuclear queimou, lançando para a atmosfera elementos radioativos que contaminaram, de acordo com as estimativas, até três quartos da Europa, mas especialmente a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia, então pertencentes à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

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