Belfast. Chimpanzés improvisaram escada para fugir do seu recinto no zoo

Os animais usaram um tronco de árvore, que encostaram à parede para escalar até ao topo. Depois, um deles passeou-se pelo Jardim Zoológico, assustando famílias à passagem. No fim, tudo acabou bem

Um pequeno grupo de chimpanzés do Jardim Zoológico de Belfast, na Irlanda do Norte, conseguiu sair do seu recinto, improvisando uma escada com um tronco de árvore. Um dos animais passeou-se durante algum tempo pelo jardim, para grande susto de algumas famílias que se cruzaram com ele, mas no fim tudo acabou em bem, quando os animais foragidos - a maioria deixou-se ficar no alto do muro - regressaram tranquilamente ao seu espaço, pelo seu próprio pé.

O episódio aconteceu este sábado, quando os chimpanzés quebraram um tronco de árvore que estava fragilizado pelos ventos da última tempestade, e o encostaram, ao alto, contra a parede, fazendo dele uma escada improvisada, que alguns dos animais escalaram com toda a facilidade.

Uma família que estava na altura junto aos recinto dos chimpanzés filmou parte da aventura.

Esta é a segunda vez em poucas semanas que o Jardim Zoológico de Belfast regista uma fuga dos animais. Em 29 de janeiro, um panda vermelho desapareceu do seu alojamento sem ninguém tivesse dado conta e acabou só foi encontrado uma semana mais tarde, pelas autoridades. Estava enroscado numa árvore, num dos jardins da cidade.

Agora foi a vez dos chimpanzés, mas estes não saíram sequer do jardim zoológico. Alyn Cairns, um dos funcionários, explicou que os animais usaram um tronco enfraquecido durante a última tempestade para fazer a sua escapadela.

"São primatas inteligentes e sabem que não é suposto saírem do seu espaço próprio, por isso regressaram sozinhos", afirmou, citado na imprensa britânica.

Quem não gostou nada da brincadeira foi a família Monaghan, que estava nessa altura no jardim zoológico, perto do recinto dos chimpanzés e que, de repente deu de caras com um deles a passar à sua frente, como se nada fosse.

"Fiquei petrificada", contou, citada no The Guardian, Danielle Monaghan, que estava com o marido, os dois filhos e duas sobrinhas. "Estava com as crianças e tentei não mostrar medo, mas por dentro só pensava no que poderia acontecer se os animais nos atacassem ou se tentassem levar uma das crianças".

Não aconteceu nada disso. Afinal, os chimpanzés só queriam passear um bocadinho fora do sua casa habitual.

Mais tarde, um porta-voz do zoo explicou que os tratadores estavam presentes durante o episódio e que os animais voltaram prontamente ao seu recinto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.