Armando é o pombo mais caro do mundo. Foi vendido por 1,25 milhões de euros

Bateu o recorde de pombo-correio mais valioso num leilão online. A identidade do comprador não foi revelada mas o valor foi atingido após uma disputa entre dois chineses.

Um pombo-correio criado na Bélgica, um dos principais países de competições de columbofilia, foi vendido por mais de 1,25 milhões de euros no domingo, tornando-se o pássaro mais caro do mundo. O novo dono é chinês e o valor é três vezes superior ao anterior máximo registado com venda de um pombo, que se fixava em 376 mil euros, sendo o licitador igualmente chinês.

Foi o site especializado Pigeon Paradise que anunciou este recorde mundial, com a venda a ser realizada através de um leilão online. O pombo, com o nome de Armando, é um macho flamengo da criação de Joël Verschoot, um dos mais famosos columbófilos do país e que no total recebeu mais de 2,4 milhões com este leilão em que pôs à venda vários pombos. "Ninguém esperava que o limite mágico de um milhão de euros fosse pulverizado. O valor final da venda é de 1 252 000 euros", noticiou o Pigeon Paradise, sem especificar a identidade do comprador.

Além disso, neste leilão foram também vendidos sete descendentes de Armando. Esses sete pombos foram vendidos por impressionantes 150 900 euros, ou uma média de 21 500 euros por cada. As sete crias vão mudar-se para a China (2), a Bélgica (2), a Turquia (1), a Alemanha (1) e a Holanda (1).

De acordo com a imprensa belga, o comprador será um chinês que "certamente usará a ave para fins reprodutivos, para criar novos campeões". O interesse dos colecionadores chineses pelos pombos de corrida remonta há alguns anos e elevou os preços para esses "campeões", cujo desempenho é voltar para casa por instinto depois de percorrerem centenas de quilómetros.

Os membros da indústria de pombos dizem que meia dúzia de entusiastas chineses foram responsáveis pelas enormes quantias pagas nos últimos anos, com as corridas a tornarem-se cada vez mais competitivas, por vezes passando os limites. No ano passado, dois columbófilos profissionais da China foram condenados a três anos de prisão por fazerem batota numa corrida de 466 milhas (750 km), colocando as aves num comboio de alta velocidade até à linha de chegada da competição.

Dois portugueses vendidos

Enraizada na Bélgica, mas também na Holanda ou no norte da França, a tradição das competições de pombos estava em declínio. O interesse dos asiáticos veio dar uma segunda vida em certas regiões. Segundo o site belga, o pombo mais caro da história das vendas pela internet até agora era o New Bliksem, que rendeu 376 mil euros em novembro passado ao seu proprietário belga, Gaby Vandenabeele.

De acordo com Pigeon Paradise, o leilão online reuniu 178 pombos originários de 21 países, dois deles de criadores portugueses, embora não surjam no lote dos mais valiosos.

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