Estudo relaciona aumento de vítimas ao telemóvel com lançamento do iPhone

Narizes partidos, cortes, lesões cerebrais traumáticas e até a morte apontados por especialistas norte-americanos como riscos da utilização do telemóvel

Especialistas norte-americanos relacionam o aumento acentuado de vítimas ao telemóvel desde o surgimento do iPhone, em 2007. Narizes partidos, cortes, lesões cerebrais traumáticas e até a morte estão entre os riscos da utilização dos smartphones.

Um estudo levado a cabo nos Estados Unidos acreditam que o advento dos smartphones estão relacionados com o aumento de lesões relacionadas com os telemóveis, tanto as causadas pelos próprios dispositivos como as indiretas.

Uma vez que há o risco de que algumas dessas leões se possam agravar a longo prazo, os investigadores dizem que os utilizadores deveriam estar mais conscientes dos perigos associados à utilização dos dispositivos enquanto fazem outras coisas. "Se ninguém em sã consciência leria um livro enquanto caminha, por que há de ler um artigo inteiro no telemóvel enquanto caminha? Mas toda a gente o faz, incluindo eu", frisa Boris Paskhover, chefe de cirurgias plásticas faciais e reconstrutivas da escola médica de Rutgers New Jersey e coautor do estudo, citado pelo The Guardian .

Para mudar os hábitos, têm sido testadas várias formas para manter os utilizadores seguros a nível mundial. Em Chongqing, na China, foi aberto um corredor especial para utilizadores de smartphones nos passeios, à semelhança das faixas para bicicletas. Em Salzburgo, na Áustria, foram colocados airbags em postes de iluminação para aumentar a consciencialização sobre os perigos de distração enquanto se utiliza o telemóvel.

Na revista JAMA Otolaryngology, Paskhover e os seus colegas relatam como analisaram dados de cerca de 100 hospitais nos Estados Unidos entre janeiro de 1998 e dezembro de 2017. No total, 2500 pessoas chegaram às urgências das unidades hospitalares com ferimentos na cabeça e no pescoço relacionados com o uso de telemóveis, um número que a equipa de investigação diz equivaler a cerca de 76 mil casos em todo o país. Cortes, contusões, lesões em órgãos internos estão entre os problemas mais comuns.

Os investigadores referem que estes casos têm aumentado gradualmente ao longo dos anos mas que dispararam em 2007 quando o primeiro iPhone foi lançado e os smartphones se tornaram comuns.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG