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Tempos que marcam

Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

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José Eduardo Martins: "2020 é o ano do cataclismo da vida que eu vou viver"

O advogado defende que "nenhuma estrutura política, pelo menos, no mundo livre" estava preparada para lidar com a crise pandémica que atravessamos. Segundo José Eduardo Martins, vivemos um período de "grande desnorte" mas temos que aprender a lidar e a viver com "uma coisa que está tudo menos para se ir embora". O destacado militante do PSD considera também que "2020 foi o ano em que tudo mudou para pior" e lamenta "não estar mais otimista".

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Gonçalo Diniz: "A covid-19 vai mudar as relações entre as pessoas" e a forma como exprimem as emoções

O ator considera que o período de confinamento "foi um período de Big Brother necessário" que exacerbou a forma como as pessoas viveram as emoções e a relação com a família. Gonçalo Diniz lamenta que a filha Vitória não venha a ter memórias muito definidas da vida quotidiana anterior à crise pandémica e destaca a importância de "pensar positivo" para enfrentar o futuro no mundo pós-covid-19.

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Filipe Simões: Um marketeer e o bom marketing que marcou estes tempos

A chegada da pandemia trouxe tempos de grande angústia, um sentimento que Filipe Simões, um dos responsáveis pela marca de maçã desidratada "Fruut", afirma ser "mais forte do que o medo". Com três filhos, o confinamento foi um momento único vivido em família e onde certamente não terá faltado animação. O que também não faltou, foram os momentos de "profunda reflexão" pessoal e profissional. Sobre "o que queremos" mas também sobre "como vamos superar as adversidades" trazidas pela pandemia. Na memória das marcas, guarda em especial a reação célere da Câmara do Porto, "a primeira a criar hospitais de campanha e centros de análises rápidos", mas também a estratégia da Super Bock, que além de edições especiais "Super Doc", em homenagem aos profissionais da linha da frente, conseguiu produzir álcool gel a partir da produção de cerveja sem álcool.

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Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.