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Tempos que marcam

Hélder Reis: "Estes são tempos que marcam porque trouxeram tempo para refletir"

O apresentador entrou em confinamento logo no início de março por ser doente de risco. O isolamento em Trás-os-Montes obrigou-o a afastar-se dos ecrãs da RTP, mas também lhe permitiu ter tempo para "sarar a alma da morte da mãe", que falecera em fevereiro, ainda antes da chegada da pandemia às nossas vidas. A par desse processo individual, destaca o tempo que sobrou para explorar uma ligação ainda mais forte com a natureza e a agricultura, mas também com a escrita que resultou no lançamento do novo livro: "Nação Valente". Nestes tempos que nos afastaram de quem mais amamos, Hélder Reis sublinha ainda o papel de uma marca em especial, a operadora de telecomunicações de que é cliente e que contribuiu para "estar mais perto, quando estamos frágeis".

Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

Tempos que marcam

João Duque: "Tenho esperança de vir a recuperar as coisas que perdi" nesta pandemia

O professor universitário considera que uma das consequências desta crise pandémica foi o facto de ter sido "empurrado para o mundo digital". Uma das coisas que mais o tocou neste período foi a ausência do convívio com as pessoas com quem tem uma relação mais próxima. Apesar de todas as consequências negativas, João Duque assume que gostou de viver este período tão diferente do habitual e destaca a capacidade que estamos a demonstrar de "conseguir dar a volta".

Tempos que marcam

Raúl Fangueiro: A Fibra da ciência em tempos de incerteza

Nestes longos meses coube à ciência a tarefa hercúlea de encontrar respostas para um problema insólito como a COVID19. Raúl Fangueiro é professor universitário e pai da plataforma Fibrenamics - uma equipa de investigadores com um grande conhecimento na procura de soluções desenvolvidas a partir de materiais à base de fibras - e que esteve na linha da frente no desenvolvimento de um livro branco para os dispositivos de proteção individual em plena pandemia. Com o confinamento, a vida de professor, de investigador e de pai aconteceu plenamente em casa, num processo de digitalização que se deu sem grandes dificuldades. Destes tempos, sublinha marcas da ciência de instituições como a "Universidade de Lisboa", a "Universidade do Minho" e o "CEIIA" - que desde o desenvolvimento dos testes rápidos para detetar o vírus, à produção de ventiladores, foram entidades imparáveis mesmo em tempos de pandemia.

Tempos que marcam

Gonçalo Rebelo de Almeida: "Precisamos de confiança para voltar a ter o máximo de normalidade"

O hoteleiro considera que a crise pandémica trouxe inicialmente "um clima de medo e pânico" ao setor mas que agora chegou o momento de ter confiança e aprender a viver com a pandemia. Para Gonçalo Rebelo de Almeida o período de confinamento "foi duro" porque o impossibilitou não só de viajar mas também o contacto direto com os clientes, duas das coisas que mais gosta de fazer. A memória que destaca desta época é a da "fragilidade de todos nós nesta passagem pelo mundo".

COVID-19

Edson Athaíde: Os trabalhos jornalísticos foram "âncoras de realidade muito importantes"

O CEO e Diretor Criativo da FCB Lisboa considera que a nível profissional um dos fatores positivos da pandemia de Covid-19 foi a descoberta de que o teletrabalho "funciona e é algo válido" para as empresas. Edson Athaíde confessa que apesar de gostar de estar em casa ao fim de três meses, o facto de não poder sair começou a "doer um bocadinho". Uma memória que o publicitário irá recordar deste período é a festa de aniversário mais animada da última década, em que celebrou "em cinco países ao mesmo tempo". O criativo frisa também que uma das coisas que mais o marcou na paisagem mediática foram os trabalhos jornalísticos que lhe forneceram "âncoras de realidade" nesta crise pandémica.

Tempos que marcam

David Azevedo Lopes: "As nossas vidas continuam em suspenso"

O presidente da AEON Japão considera a solidão em que os mais velhos têm vivido e a impossibilidade de despedida dos que sucumbem à doença, que uma das partes mais difícil de aceitar da pandemia de Covid-19. David Azevedo Lopes iniciou funções numa empresa japonesa antes do período do confinamento e profissionalmente tem vivido este período com "a enorme frustração" de não se poder mudar para o outro lado do mundo. No futuro, o gestor considera que teremos que aprender a viver com o Covid-19 e destaca que o vírus não deve justificar o aprofundar de desigualdades nem pôr em causa o primado da democracia.