Guiné-Bissau

Opinião

Cooperação e desenvolvimento: uma perspetiva do relacionamento com a Guiné-Bissau

Muito se tem falado nas últimas semanas na comunicação e nas redes sociais sobre a Guiné-Bissau. Por bons motivos, sem dúvida, mas que irremediavelmente nos remetem para um exercício obrigatório de reflexão acerca da realidade plural do País e dos flagrantes de uma sociedade que se debate com desafios e profundas dificuldades estruturais que, infelizmente, ainda não consegue ultrapassar por si mesma. País e sociedade que estando tão próximos de Portugal, quer pela língua, pela geografia, pela história mais ou menos recente ou pelos laços humanos e de afetividade permanecem ainda, em larga medida, do nosso lado, cobertos por um manto de alheamento, desconhecimento ou relativa indiferença que não se coaduna com os propósitos e objetivos renovados da CPLP e colide com a natural propensão e necessidade para e de um conhecimento consolidado do universo da lusofonia, casa comum de mais de 250 milhões de pessoas que partilham, em escalas e contextos muito diversificados, a língua portuguesa, valores, princípios, fundamentos e alicerces sociológicos, políticos e culturais. Neste sentido, bastaria recordar as conclusões e as estratégias de ação saídas da recente Cimeira da CPLP, de julho último, no Sal em Cabo Verde.