Artes

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Jovens, designers e mestres artesãos juntos para salvar a cestaria portuguesa

Primeira edição do Summer School está a decorrer em Lisboa até 2 de agosto. Dez jovens portugueses e internacionais, vão aprender técnicas de cestaria em vias de extinção e desenvolver peças contemporâneas. O resultado pode ser depois visto numa grande exposição no Museu de Arte Popular. Texto de Marina Almeida Em setembro do ano passado, Manuel Ferreira embalou alguns bancos de bunho e mandou-os para o porão do avião que o levaria a Veneza. Durante uma semana, trocou a oficina em Santarém pelos holofotes da Homo Faber, na ilha de San Giorgio Maggiore. O cesteiro foi mostrar à Europa que [...]

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A Fundação Ricardo Espírito Santo chegou ao futuro (e ao design contemporâneo)

Cinco designers trabalharam com mestres artesãos da FRESS e o resultado é uma linha de 12 peças de mobiliário e iluminação contemporâneas que se mostram na recém-inaugurada loja no Chiado, em Lisboa. Aos 66 anos, a instituição dá um passo em frente na continuidade das artes e ofícios tradicionais. Texto Marina Almeida/ Fotografia Joana Chama-se Manufactum e é a nova loja da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva (FRESS), localizada na Rua do Alecrim 76, no coração de Lisboa. O nome diz quase tudo: peças feitas integralmente pelas mãos dos artesãos de excelência das oficinas da instituição, localizadas no Largo das [...]

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Fundição de bronze: a arte a 1300 graus

Na Mão de Fogo transformam-se as ideias dos artistas em esculturas de bronze. As ideias chegam à oficina de fundição sob a forma de desenho, de maquete, ou até de um gigantesco bloco de pedra e são depois fotocopiadas em bronze, ganhando peso e forma. A escultura I"ll be your Mirror #1, de Joana Vasconcelos, foi uma delas. Reportagem de Marina Almeida | Fotografias de João Silva/Global Imagens Rui Palmas abriu a Mão de Fogo há 20 anos. O nome da fundição diz quase tudo. Ali entram projetos de escultores, lingotes de bronze, e saem obras de arte. Pelo meio, [...]

1864

O gelo do Montejunto que abastecia os reis de Portugal

No topo da Serra de Montejunto, 600 metros acima do nível do mar, virada a norte, numa zona fria e húmida ergueu-se a Real Fábrica do Gelo. Durante cerca de 120 anos dali saiam blocos de gelo que refrescavam a corte e, mais tarde, os cafés mais chiques de Lisboa. Em 1850, com a invenção do frigorífico, entrou em declínio. Se não fosse o eletrodoméstico, seriam as alterações climáticas a ditar o seu fim. Texto de Marina Almeida | Fotografias de Orlando Almeida/GI Este sítio estava condenado a derreter-se na memória coletiva. Durante mais de cem anos, nos tanques da [...]