A fase experimental do metrobus do Porto arranca no sábado e durará um mês
A fase experimental do metrobus do Porto arranca no sábado e durará um mêsDR

Via direita da Av. Boavista no Porto será aberta a modos suaves e limitada a 30 km/h

Sem espaço para retirar uma via ao automóvel e criar uma ciclovia, a solução é uma via partilhada com limite de 30 km/h.
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A via direita da Avenida da Boavista, no Porto, vai ser aberta a modos suaves e limitada a 30 quilómetros por hora na sequência da entrada em funcionamento do metrobus, disse o vereador da mobilidade, Hugo Beirão, à Lusa.

"A nossa solução neste momento, de imediato, será introduzir nas vias da direita uma velocidade máxima de 30 quilómetros/hora, para os automóveis também, para que possa ser um canal partilhado com a segurança adequada. Nesta fase será isso", disse à Lusa o vereador Hugo Beirão.

A Lusa tinha questionado a Câmara do Porto e o vereador sobre se seria autorizada a circulação de modos suaves na via do metrobus, o que aconteceu de forma informal entre o fim da obra e o arranque dos testes, tendo Hugo Beirão respondido que a autarquia não autoriza a circulação, "como também não estava autorizado" no passado.

"Não vamos autorizar, obviamente, a circulação, por uma simples questão: é uma questão de segurança rodoviária, porque os novos veículos têm que circular e é difícil coincidirem no mesmo espaço. Portanto, infelizmente, não temos uma solução, não temos espaço para poder criar um canal segregado para os ciclistas", disse à Lusa o vereador, que é membro da IL.

Questionado diretamente sobre se não há espaço para retirar uma via ao automóvel e criar uma ciclovia, disse que "nesta fase não" será possível, apresentando então a solução da via partilhada com limite de 30 km/h.

De acordo com o membro do executivo liderado por Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), a medida responde à impossibilidade do uso da via do metrobus por utilizadores de modos suaves, como bicicletas ou trotinetes, e insere-se num "plano abrangente para a cidade de rede 30", ou seja, zonas de limitação de velocidade a 30 quilómetros por hora.

Sobre como se pode garantir que o limite será cumprido, Hugo Beirão apontou que numa primeira fase haverá apenas "sinalização vertical e sinalização horizontal - pavimentos - que vai criar essa dimensão e esse objetivo", não querendo para já criar barreiras físicas como lombas.

"Eventualmente, se virmos que é difícil ajustar esse comportamento dos automobilistas, provavelmente podemos colocar alguns radares de velocidade, que já vemos em vários sítios da cidade, para que possam dissuadir de ultrapassar esse limite", apontou, falando até em "radares pedagógicos" que indicam a velocidade a que o condutor circula.

Quanto às referidas zonas 30, esse plano será implementado "de uma forma faseada" em zonas residenciais e escolares.

"Vamos tentar implementar quarteirões de zonas 30 e vamos provavelmente começar na zona da Boavista, na zona da avenida, nos quarteirões adjacentes, para que de uma vez por todas e de uma forma disruptiva, entenda-se dessa forma, possamos mudar um bocadinho também mentalidades e comportamentos", apontou Hugo Beirão.

O objetivo é que "as bicicletas e as trotinetes, todos os modos suaves, consigam coabitar com os veículos, como acontece nas grandes cidades europeias".

"Já identificámos as zonas, estamos a preparar um planeamento de intervenção, porque não conseguimos fazer tudo de uma só vez, será por fases, mas queremos ter um plano global da cidade e depois irmos executando", disse à Lusa.

O plano deverá ser apresentado ainda no primeiro semestre, referiu.

A fase experimental do metrobus do Porto, que arranca no sábado, durará um mês, será gratuita, funcionará entre as 06:00 e as 22:00 e terá frequências de 10 minutos em hora de ponta.

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