Sobe para 32 número de vítimas mortais nos incêndios

Entre os mortos encontra-se o bebé que estava desaparecido em Tábua e haverá ainda sete desaparecidos

O número de mortos devido aos incêndios que deflagraram no domingo subiu para 32, avança a SIC Notícias. Entre os mortos encontra-se o bebé que estava desaparecido em Tábua e haverá ainda sete desaparecidos.

Num balanço anterior, a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) apontava para 31 mortos, registados nos distritos de Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.

Em Viseu, foram registadas vítimas mortais em Vouzela (quatro), Nelas (um), Santa Comba Dão (quatro), São Jorge/Santa Comba Dão (um) Carregal do Sal (dois), Tondela (três) e na Auto Estrada 25 (um).

De acordo com a ANPC, no distrito de Coimbra registaram-se vítimas mortais em Penacova (duas), Oliveira do Hospital (cinco), Coja (um), Tábua (dois) e Arganil (dois).

No distrito da Guarda morreram duas pessoas e na Sertã (Castelo Branco) uma.

No briefing à comunicação social realizado pelas 11:00 desta segunda-feira, Patrícia Gaspar indicara que havia a registar 27 mortos e 51 feridos, estando 15 em estado grave. As vítimas mortais registaram-se nos distritos da Guarda, Coimbra, Viseu e Castelo Branco.

Em relação às circunstâncias das mortes, Patrícia Gaspar explicou que estão ainda a ser apuradas e que houve pessoas que foram encontradas na via pública, outras em barracões agrícolas, outras ainda perderam a vida na sequência de um acidente de viação na A25, quando fugiam das chamas.

Cerca de meia hora antes, a ANPC dava como certas pelo menos duas dezenas de vítimas mortais, ressalvando que os números eram ainda provisórios, já que os dados estavam a ser validados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Patrícia Gaspar disse ainda que no domingo foram registados mais de 500 fogos e, desde as 00:00 de hoje, as autoridades já registaram 110.

Segundo disse hoje à Lusa Jaime Marta Soares, da Liga dos Bombeiros Portugueses, no distrito de Coimbra foram registadas vítimas mortais em Oliveira do Hospital (cinco), São Martinho da Cortiça (um), Penacova (dois), Arganil (um) e Tábua (dois).

Em Viseu foram registadas vítimas mortais em Santa Comba Dão (dois), Nelas (um), Vouzela (quatro), Tondela (três), Carregal do Sal (um).

Em Castelo Branco foi registado um morto em São Jorge da Beira e na Guarda outra vítima mortal.

Segundo Jaime Marta Soares, houve ainda uma vítima mortal na A25 e duas no Itinerário Principal (IP) 3.

Não é o momento para a demissão. É o momento para a ação"

Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, recusou esta manhã responder se tem condições para continuar no cargo. "Senhor jornalista, estou empenhada a trabalhar, trata-se de uma situação absolutamente extraordinária", disse a partir da sede da Autoridade Nacional da Proteção Civil, realçando o empenhamento dos envolvidos no combate aos incêndios.

"Não é o momento para a demissão. É o momento para a ação", disse a ministra da Administração Interna. "Ia-me embora, ia ter as férias que não tive", acrescentou Constança Urbano de Sousa voltando a defender que demitir-se seria o "mais fácil".

"Está todo o apoio no terreno e naturalmente o Governo dará todo o apoio às vítimas afetadas", disse ministra da Administração Interna.

Comissão Europeia pronta a ajudar

O comissário europeu Christos Stylianides disse esta segunda-feira que o Mecanismo Europeu de Proteção Civil está pronto a ajudar Portugal e Espanha no combate aos fogos florestais.

A Comissão expressou ainda solidariedade a Portugal e Espanha devido aos incêndios que afetam os dois países desde o fim de semana.

"Profundo pesar e solidariedade para com Portugal e Espanha pelos novos fogos florestais. O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da União Europeia está a monitorizar de perto e em contacto constante", pode ler-se numa mensagem publicada no Twitter do Comissário Europeu da Ajuda Humanitária e Gestão de Crises.

Na mesma mensagem, Stylianides acrescentou que o "#EUCivPro está pronto para ajudar", referindo-se ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que Portugal acionou na noite de domingo.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 27 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

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