"Thanks Portugal". 24 yazidis já chegaram a Portugal

Seis famílias e um cidadão desta minoria religiosa chegaram esta tarde a Lisboa

Cerca de uma hora depois do previsto, pelas 14:55, 24 refugiados yazidis, nove deles menores, chegaram ao aeroporto de Lisboa oriundos da Grécia, para se instalarem em Guimarães. "Thanks Portugal. I love you" era a mensagem que, pelo menos, um deles, queria passar aos portugueses que os acolhem, consoante se lia no cartaz que empunhava à passagem pela zona de chegadas.

O grupo, de origem iraquiana, reuniu-se numa sala de acolhimento com o ministro adjunto Eduardo Cabrita e recebeu apoio da Organização Internacional para as Migrações.

Estas 24 pessoas, uma delas em cadeira de rodas, correspondem a seis famílias e a uma pessoa isolada. Uma família de seis pessoas cuja deslocação estava prevista não viajou devido à doença de um dos seus elementos.

Os yazidis são uma minoria religiosa que tem sido alvo de perseguição e massacres na Síria e no Iraque por parte dos apoiantes do Estado Islâmico.

Estas famílias vão ser acolhidas por instituições de Guimarães.

Em comunicado, a Câmara de Guimarães esclarece que estes 24 refugiados se juntam aos 43 oriundos de Eritreia, Etiópia, Síria e República Centro Africana que já estão no concelho ao abrigo do plano de ação denominado "Guimarães Acolhe".

Segundo o texto, o "Guimarães Acolhe" surgiu do "imperativo humanitário" sentido pelo município e pelas 17 instituições que subscreveram aquele plano para "responder ao apelo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e do Governo português para prover o acolhimento de pessoas com necessidade de proteção internacional".

O objetivo da autarquia é "proporcionar condições de bem-estar e segurança às pessoas acolhidas, através de um forte envolvimento da sua rede social, desenvolvendo uma ação local convergente, integrada e articulada entre todos aqueles que nele participam".

Para isso, esclarece o comunicado, os refugiados acolhidos têm acesso a aulas de português, estando alguns inseridos no mercado de trabalho e/ou a fazer formação profissional.

"Sempre que possível, são proporcionadas outras atividades que contribuam para a sua integração social, como visitas a espaços históricos e eventos locais, participação em atividades culturais e desportivas e mais, recentemente, aulas de informática", aponta o município.

Para o presidente da Câmara, Domingos Bragança, a "taxa de sucesso" do acolhimento é "evidente", já que "apenas deixaram Guimarães os que quiseram ir ao encontro de familiares colocados noutros países da Europa".

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