Scooters ou carros elétricos são as novas alternativas na cidade

As deslocações pela capital são cada vez mais fáceis e limpas. O objetivo é que os lisboetas usem menos o carro próprio

É reconhecido o problema de Lisboa com os automóveis. Todos os dias entram na cidade cerca de 360 mil carros, que se juntam aos 160 mil registados por residentes. Para aligeirar este problema têm surgido alternativas de mobilidade cada vez mais sustentáveis. As bicicletas partilhadas da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) serão as últimas a juntar-se às opções de carros e scooters elétricos que já existem.

Em abril, surgiu o sistema de motos partilhadas, através da empresa eCooltra. Circulam 170 scooters e já foram ultrapassadas as mil viagens. Os utilizadores nacionais - a aplicação também existe em Barcelona, Madrid e Roma - fazem, em média, deslocações de 15 minutos. Além de permitirem viajar de forma mais simples na cidade, a eCooltra poupa também nas emissões de CO2, pois as motos são elétricas.

A chegada Portugal deste sistema resultou de um investimento de 750 mil euros, feito pelo alemão Timo Buetefisch. Mas a aplicação tem sangue português: "Todo o sistema eCooltra, o desenvolvimento da aplicação e o cérebro eletrónico nas mais de mil motos das quatro cidades foram feitos pelo Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (CEiiA) de Matosinhos", explicou ao DN, em julho, Pedro Pinto, responsável nacional pelas operações da empresa.

Outra forma que os lisboetas têm de se deslocar pela cidade sem ser nos transportes públicos ou carro próprio é através dos carros elétricos dos serviços de carsharing. A EMEL já teve um programa de partilha de carros - o Mob CarSharing -, mas ao fim de sete anos de funcionamento acabou suspenso para "procura de novas condições que garantam a viabilidade de um projeto deste género e a continuação da maximização da qualidade do serviço", explica a empresa municipal no seu site.

Sem proposta de oferta pública, existem algumas empresas que permitem a utilização de automóveis neste sistema de partilha. É o caso da Citydrive, que tem 60 carros espalhados pela cidade. Funciona também recorrendo a uma aplicação no telemóvel, que dá a localização do carro mais próximo e permite destrancar as portas. O pagamento é feito de acordo com o tempo que se usar o carro. Neste serviço não se pagam parquímetros se se estacionar nos parques da EMEL. Com estas alternativas, o objetivo é conseguir que menos carros entrem na cidade.

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