Rastreio ao cancro do ovário pode reduzir um quinto das mortes

Estudo publicado na revista The Lancet sugere que análise ao sangue pode ajudar a detetar tumor em fases iniciais

Um estudo publicado na revista The Lancet sugere que um rastreio ao cancro do ovário, um dos mais mortais por ser em norma detetado tardiamente, através de uma análise anual ao sangue pode reduzir as mortes em um quinto. Apesar dos resultados animadores, investigadores e especialistas pedem cautelas. Os resultados não são suficientemente conclusivos para dizer que o rastreio deve ser feito a todas as mulheres.

A investigação UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening é um dos maiores ensaios clínicos de sempre - feito durante 14 anos e a 200 mil mulheres - e deveria dar uma resposta mais clara sobre o uso de rastreio para este cancro. Mas acabou por mostrar alguns sinais contraditórios.

Porque este tipo de cancro tem sintomas comuns a outras doenças - como dores abdominais, inchaço persistente e dificuldades em comer - os investigadores procuraram em especifico uma alteração dos níveis de uma substância química chamada CA 125 no sangue das mulheres, produzida pelo tecido dos ovários.

Numa primeira análise aos dados parecia não existir benefício em fazer um rastreio. Mas quando os investigadores retiraram dos dados as mulheres que poderiam já ter desenvolvido cancro dos ovários, o rastreio mostrou ser benéfico.

Ao site da BBC, Usha Menon, coordenador do ensaio, afirmou "não existir uma evidência clara para se avançar com um rastreio, mas os dados que temos mostram uma redução de 20% que precisamos de confirmar". O ensaio vai durar mais três anos, altura em que se espera que os dados sejam mais conclusivos do que agora.

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