Prémios Dona Antónia distinguem Maria João Avillez

A edição deste ano atribuiu o Prémio Consagração à jornalista de política nacional, a par de Maria do Carmo Teixeira Bastos, vencedora do Prémio Revelação.

É conhecida como a "cronista da política portuguesa" e como a mulher que escreveu os livros mais icónicos dos últimos 50 anos na área da política, com especial foco entre os protagonistas políticos do pós-25 de abril. Uma vida dedicada ao jornalismo que agora, pelas mãos da 34ª edição dos Prémios Dona Antónia é reconhecida. Maria João Avillez é a grande vencedora deste ano, com o Prémio Consagração.

Carmo Teixeira Bastos acompanha-a, mas no Prémio Revelação. Em causa o seu contributo enquanto cofundadora e presidente da Young Parkies Portugal, a Associação Portuguesa de Parkinson Precoce.

Criados em 1988 os Prémios Dona Antónia Adelaide Ferreira têm como objetivo distinguir e prestigiar mulheres portuguesas com um percurso de vida excecional, que se destacam pelas suas qualidades humanas, espírito empreendedor, capacidade de liderança e sensibilidade social, abertura à inovação e constante procura pelo seu próprio desenvolvimento". Um pouco o seguir as "pisadas" da mulher a quem o prémio dá o nome. Uma figura ímpar na história do Douro, do vinho do Porto e da Porto Ferreira, tendo contribuído para o desenvolvimento económico, social e cultural do nosso país.

Todos os anos o júri, autónomo e presidido por Artur Santos Silva, entrega o Prémio Consagração de Carreira que, como explica a organização do Prémio, "homenageia um percurso de vida consolidado e merecedor de inequívoco reconhecimento público". A par deste há igualmente o reconhecimento atribuído através do Prémio Revelação, "que procura enaltecer uma carreira de relevância em fase de afirmação e desenvolvimento".

As vencedoras

Maria João Avillez estreou-se na comunicação social quando tinha apenas 17 anos, como locutora do Programa Juvenil da Radiotelevisão Portuguesa, acompanhada de João Lobo Antunes, Júlio Isidro e Lídia Franco. Passou pela Rádio Renascença, TSF, RTP, Público, Diário de Notícias e Expresso onde assinou centenas de artigos e programas semanais de rádio e televisão. Em 1981 venceu o Prémio EFE, entre 350 candidaturas, para a Melhor Reportagem do Ano, com a peça "Sá Carneiro - o Último Retrato". Mais tarde, já na SIC, foi a cara (e voz) do programa Conversa Afiada, tendo, de seguida, braçado o projeto Outras Conversas, dedicado a entrevistas políticas.

Mais recentemente assumiu o papel de comentadora de assuntos políticos na TVI24 e de cronista na revista Sábado, assim como no Rádio Clube Português e no Observador. 2m 2014 foi condecorada como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Entre os vários livros que escreveu destaque para o Entre Palavras, de 1984, quatro livros dedicados a Mário Soares, entre os quais uma biografia autorizada - Soares - o Presidente, em 1996, e ainda Conversas com Álvaro Cunhal, em 2004.

Maria do Carmo Teixeira Bastos, por seu lado, é cofundadora e presidente da Young Parkies Portugal, Associação Portuguesa de Parkinson Precoce, constituída em 2021 e apresentada ao público em janeiro de 2022. Uma associação que tem como objetivo informar, integrar e acompanhar todas as pessoas com Parkinson, juvenil ou precoce. A criação da mesma deveu-se a uma experiência própria quando, aos 43 anos, recebeu o diagnóstico. Foi então que se apercebeu da alta de informação e de respostas de forma generalizada. E de um problema nasceu uma solução, ou mais precisamente uma associação. "Um projeto estruturado e capaz de atenuar o impacto que o diagnóstico de uma doença neuro degenerativa pode ter em todos aqueles que, de forma inesperada, com ele se deparam".

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