PJ detém suspeito de planear atentado contra Marcelo

O indivíduo detido pela PJ é o presumível autor da carta dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa, contendo uma bala e ameaças de morte ao chefe de Estado. É "suspeito da prática dos crimes de coação agravada, de extorsão na forma tentada e de detenção de arma proibida".

A Polícia Judiciária (PJ) deteve na manhã desta terça-feira um homem suspeito de planear um atentado contra o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, noticiou a CNN Portugal no dia em que faz precisamente sete anos que o chefe de Estado foi eleito.

Foi na zona da grande Lisboa que ocorreu a detenção do homem suspeito de ameaçar matar o Presidente da República. É considerado perigoso, tendo antecedentes por crimes violentos, indicou o canal de notícias.

A PJ informou, em comunicado, que "no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa, procedeu" esta terça-feira à "detenção fora de flagrante delito, de um indivíduo suspeito da prática dos crimes de coação agravada, de extorsão na forma tentada e de detenção de arma proibida".

Na nota é referido que os factos "remontam ao passado dia 26 de outubro, através de carta dirigida" ao Presidente da República, "com ameaças de morte e tentativa de extorsão, contendo no seu interior uma munição de arma de fogo".

Após uma "aturada investigação por parte da Unidade Nacional Contra Terrorismo", conseguiu-se "chegar à identificação do presumível autor da prática" dos referidos crimes, tendo sido hoje "realizada uma busca à residência deste, e a apreensão de vários elementos de prova".

Recorde-se que no ano passado, uma carta com uma bala no seu interior e a exigência de um pagamento de um milhão de euros foi entregue no Palácio de Belém dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa. O caso foi entregue à PJ.

"Fiquei a saber mais tarde, mas não vi a carta, que pedia uma quantia avultada, um milhão de euros, e que dava o número de telefone e dava o número da conta bancária. Depois não acompanhei mais o processo, porque entendi que era uma forma de ameaça muito sui generis, a pessoa identificar-se, dizendo que queria dinheiro. Desvalorizei", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, já esta terça-feira.

"Respeito as intervenções das autoridades competentes", acrescentou.

As ameaças ao chefe de Estado surgiram em outubro, refere a CNN Portugal, numa carta com uma bala no seu interior enviada para a Casa Civil em que alegadamente era exigido o pagamento de um milhão de euros para não matar o chefe de Estado, com a indicação da conta bancária para onde deveria ser feita a transferência do dinheiro.

O envelope com a carta e a bala foram então remetidos para a Unidade de Contraterrorismo da PJ e sujeitas a perícias no Laboratório de Polícia Científica.

Na altura, o chefe de Estado, que não se encontrava na residência oficial quando o envelope foi entregue, desvalorizou a situação, afirmando, em declarações à CMTV, ter recebido mais "ameaças" quando tinha programa de televisão na RTP e na TVI, do que em Belém.

"Quem anda nesta vida e eu já ando há 30 anos tem disto enfim às dezenas (...). Acontece, eu não dou grande importância", disse.

Referiu que este tipo de situações acontece espaçadamente, nunca se tendo confirmado qualquer gravidade.

"Isto acontece espaçadamente nunca se veio a confirmar qualquer gravidade da situação. Normalmente há o caso da perturbação ou nem é possível investigar o que se trata porque são cartas anónimas e, portanto, aqui também não porque estava fora. Estando fora os serviços entenderam comunicar à Policia Judiciária", afirmou na altura.

O suspeito de enviar a carta acabou por ser localizado esta manhã numa operação cirúrgica, com elevadas medidas de segurança, de acordo com a CNN Portugal. O homem será entretanto presente a um juiz para conhecer as medidas de coação.

Com Lusa

Notícia atualizada às 12:55

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