O que é a Alopecia areata, a doença da mulher de Will Smith?

É uma doença autoimune, crónica e com recorrências, e que não tem cura.

Durante a cerimónia dos Óscares deste domingo Will Smith deu uma bofetada ao comediante Chris Rock por fazer uma piada sobre o cabelo rapado da sua mulher, Jada Pinkett Smith.

A atriz falou pela primeira vez da sua doença autoimune, Alopecia areata, em 2018 durante a sua série no Facebook Watch Red Table Talk, em que falou do dia em que estava no banho e começou a perder grandes bocados de cabelo. Desde aí que Jada Pinkett Smith tem falado abertamente sobre a sua doença. Em julho de 2021 decidiu rapar o cabelo.

Alopecia areata é uma doença dermatológica autoimune, crónica e com recorrências caracterizada habitualmente por áreas localizadas de perda de cabelo ou pelo, ou peladas, sem destruição dos folículos pilosos.

João Carlos Ramos, médico de Medicina Geral e Familiar, esclarece que "a localização mais frequente é o couro cabeludo, mas também na barba, e nas formas mais graves, podem ser atingidas as pestanas e sobrancelhas. Em casos ainda mais raros, pode haver perda total do cabelo (alopecia total) ou de todos os pelos do corpo (alopecia universal) ".

Sendo a alopecia areata uma doença autoimune, o sistema imunitário responde de forma exagerada e errada contra um elemento do próprio organismo.

Os estímulos mais comuns que desencadeiam a alopecia são o stress agudo, infeções, fatores nutricionais e/ou hormonais. São estes estímulos que parecem provocar uma reação autoimune no ciclo normal de crescimento e renovação do cabelo, e consequentemente, queda do cabelo.

A história natural da doença é errática. Nas formas localizadas o cabelo habitualmente volta a crescer, por vezes mais fino e branco no início, sendo um processo que necessita de vários meses. Alguns doentes vão tendo episódios de peladas ao longo da vida, com crescimento do cabelo entre episódios, e em alguns casos o problema pode manter-se ao longo dos anos e o cabelo não crescer nas zonas afetadas.

A alopecia areata não tem cura e João Carlos Ramos explica que o tratamento é adequado a cada caso, sendo que pode mesmo ser feito com cremes tópicos ou em solução, medicação oral ou infiltrações dérmicas.

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