Novo Governo. CCP espera "bom relacionamento" com Costa Silva

O gestor António Costa Silva vai assumir as funções de ministro da Economia e do Mar.

O presidente da CCP, João Vieira Lopes, não espera alterações substanciais na política do Governo para a Economia, com a nomeação de António Costa Silva para esta pasta, tendo a expectativa de um "bom relacionamento" com o novo governante.

"Em relação à política global do Governo não esperamos grandes alterações, mas todos os ministros têm algum cunho, com manifestações pessoais em termos de execução das políticas", disse em declarações à Lusa, o representante da confederação patronal.

Questionado sobre a nomeação de António Costa Silva para ministro da Economia, João Vieira Lopes assinala que a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) tem "participado nas comissões de acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência" com Costa Silva, tendo "a ideia de que tem uma visão geral dos problemas da economia e do país".

"Em termos de relacionamento temos expectativas de bom relacionamento", afirma, vincando que a confederação que integra a Concertação Social "está aberta a procurar com o Governo soluções" para os seus "setores, o comércio e serviços, que representam 2/3 dos valor acrescentando do país".

O gestor António Costa Silva vai assumir as funções de ministro da Economia e do Mar, pastas até agora separadas e em que sucede a Pedro Siza Vieira e Ricardo Serrão Santos, respetivamente, de acordo com nota no portal da Presidência da República, divulgada após o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, ter aceitado hoje a lista de ministros do XXIII Governo Constitucional proposta por António Costa.

Engenheiro e professor universitário, António Costa Silva foi designado pelo anterior Governo em julho de 2020 para elaborar o documento "Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030", que surgiu como resposta à crise económica, social e sanitária provocada pela covid-19.

Segundo o Governo, este documento serviu de base para desenhar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal e que no fim desse ano foi submetido a aprovação pela Comissão Europeia.

No plano profissional, entre outras funções, António Costa Silva foi presidente da Comissão Executiva da Partex, empresa petrolífera detida até 2019 pela Fundação Calouste Gulbenkian.

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