Mulheres têm o dobro de probabilidade de sofrer de ansiedade em relação aos homens

Os transtornos de ansiedade são um dos problemas de saúde mental mais comuns no mundo ocidental

A probabilidade de as mulher sofrerem de ansiedade é quase o dobro da dos homens, segundo um estudo que passou em revista a literatura científica existente, feito pela Universidade de Cambridge. O estudo descobriu ainda que as pessoas da Europa Ocidental e América do Norte são mais propensas a sofrer de ansiedade do que as de outras culturas.

O estudo, publicado este domingo no jornal Brain and Behavior, salienta como transtornos de ansiedade são muitas vezes um duplo fardo sobre os que já estão a sofrer de outros problemas de saúde, como doenças cardíacas ou cancro.

Os transtornos de ansiedade, que muitas vezes se manifestam como preocupação excessiva, medo e uma tendência de evitar situações potencialmente stressantes incluindo reuniões sociais, são alguns dos mais comuns problemas de saúde mental no mundo ocidental. Estima-se que o custo anual relacionado com estes distúrbios seja de 37 milhões de euros nos Estados unidos. Na Europa, mais de 60 milhões de pessoas são afetadas por ano.

Uma vez que há muitos estudos sobre o número de pessoas afetadas e grupos de risco, investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge fizeram um revisão global de revisões sistemáticas, na tentativa de sintetizar conclusões.

Entre 1990 e 2010, a proporção global de pessoas afetadas não mudou muito, com cerca de quatro em cada 100 a sofrerem de ansiedade. As maiores percentagens verificaram-se na América do norte, onde quase oito em cada 100 pessoas são afetadas: a proporção é mais baixa no Este Asiático, onde é menos de 3%.

Os investigadores concluem ainda que a probabilidade de as mulher sofrerem de ansiedade é quase o dobro da dos homens e que os mais jovens - com menos de 35 anos - são mais afetados.

A análise também concluiu que falta informação para algumas populações, nomeadamente para comunidades marginalizadas - de comunidades pobres na América do Norte ao grupo LGBT.

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