Megaoperação de combate ao crime. Seis detidos, 10 arguidos e 200 mil euros apreendidos

PJ realizou 31 buscas domiciliárias e deteve quatro homens e duas mulheres por suspeitas de burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.

A Polícia judiciária constituiu 10 arguidos na operação de combate ao cibercrime que desenvolveu na manhã desta quarta-feira na grande Lisboa e no âmbito da qual deteve seis pessoas e apreendeu cerca de 200 mil euros.

Em comunicado, a PJ refere que a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, em articulação com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), realizou 31 buscas domiciliárias e deteve quatro homens e duas mulheres por suspeitas de burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo, branqueamento de capitais e associação criminosa.

Os detidos têm entre os 25 e os 70 anos e são suspeitos de pertenceram a um "grupo criminoso organizado" que se dedicava ao denominado "phishing bancário, na modalidade de smishing e vishing".

Como funcionava o esquema de "phishing bancário"

"Os agentes do crime enviavam uma mensagem SMS com aparência de origem de uma instituição bancária contendo um texto padrão que induzia a vítima a carregar num endereço eletrónico supostamente para evitar uma multa", explica o comunicado sobre a operação "BITPHISH".

Ao acederem ao 'link', as vítimas entravam num 'site' da internet semelhante à página do banco e forneciam as suas credenciais de acesso ao serviço 'homebanking'.

De seguida, adianta a PJ, as vítimas eram contactadas pelo telefone por alguém que dizia ser do serviço de segurança do banco, mas cujo propósito era "enganar a vítima a validar a transferência bancária ilícita realizada".

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna de 2020, o cibercrime registou um aumento de 26,8% e foi responsável por 24 detenções.

O documento indica ainda que houve um aumento acentuado no 'phishing' bancário (envio de email ou sms para induzir o utilizador a fornecer dados pessoais e/ou financeiros) e ao vishing (chamada telefónica para validar dados ou transferência bancária ilicitamente efetuada

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