Mais de metade de inquiridos sofreu violência no namoro em contexto universitário

Segundo os dados, 32,4% dos participantes já praticaram pelo menos um ato de violência no namoro, desdobrando-se em 32,2% das mulheres e 34,6% dos homens.

Mais de metade dos participantes num estudo divulgado esta segunda-feira sobre violência no namoro em contexto universitário disse já ter sido sujeito a pelo menos um ato violento, quase em igual proporção de homens e mulheres.

O Estudo Nacional da Violência no Namoro em Contexto Universitário (2020/2021) é apresentado pelo UNI+, um programa promovido pela Associação Plano i, com financiamento comunitário e destinado a prevenir a violência no namoro no contexto universitário.

De acordo com os responsáveis pelo mesmo, "não é possível afirmar que a proporção da violência no namoro praticada por homens seja significativamente superior em comparação com a praticada por mulheres, porém a proporção da violência sofrida é superior nas mulheres comparativamente com os homens".

Em comunicado, a direção do programa UNI+ precisa que, dos que responderam ao estudo, 53,1% disseram que já tinham sido sujeitos a pelo menos um ato de violência, em concreto 53,2% das mulheres e 53,6% dos homens.

Segundo os dados, 32,4% dos participantes já praticaram pelo menos um ato de violência no namoro, desdobrando-se em 32,2% das mulheres e 34,6% dos homens.

O estudo teve a participação de 1.322 pessoas, a maioria, 87,7%, do sexo feminino, com uma média de idades de 22 anos. Os dados foram recolhidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, o que, notam os responsáveis pelo trabalho, não implica que os casos de violência tenham ocorrido nesse período.

O estudo é apresentado esta segunda-feira numa sessão na qual será debatido tema da violência no namoro e serão apresentados os resultados de 2021 do Observatório da Violência no Namoro, uma iniciativa também do programa UNI+ e que é uma plataforma 'online' de denúncia anónima e informal de casos de violência no namoro.

O Observatório foi criado em abril de 2017 e já recebeu 377 denúncias.

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