Libertados 37 membros dos Hells Angels envolvidos em guerra de motards

Foram libertados 37 membros do grupo de motards Hell's Angels que permaneciam em prisão domiciliária.

O Tribunal de Loures decidiu ibertar 37 membros de motards dos Hell's Angels que permaneciam em prisão domiciliária. O julgamento, com 88 arguidos, está ainda a decorrer.

Em causa, apurou o Jornal de Notícias (JN), está o facto de não ser possível que o julgamento termine antes de ser atingido o prazo máximo legal para os arguidos estarem privados de liberdade sem serem condenados em primeira instância.

Quase todos os arguidos vão, assim, aguardar o resto do julgamento em liberdade.

Os 88 motards respondem, entre outros crimes, por associação criminosa e tentativa de homicídio, alegadamente praticados no âmbito de uma guerra entre gangues de motards pelo controlo do submundo do crime.

O julgamento começou a 28 de setembro de 2021, mais de três anos depois de, em julho de 2018, a PJ ter lançado uma operação que culminou na detenção de 56 pessoas. Um ano mais tarde, 89 elementos dos Hell's Angels foram acusados de centenas de crimes.

A maioria requereu a abertura da instrução para tentar evitar ir a julgamento, mas, em outubro de 2020, o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, confirmou que 88 dos 89 arguidos se sentariam mesmo no banco dos réus. O magistrado decidiu, na ocasião, sujeitar a prisão domiciliária 42 dos arguidos, incluindo os 37 que, no final de 2019, libertara, já então por excesso de prisão preventiva atendendo à fase em que se encontrava o processo. Os restantes continuaram soltos.

Dos 42, dois não chegaram a cumprir a determinação, por viverem no estrangeiro; um terceiro foi detido mais tarde e, por isso, o prazo não se esgota já; e o quarto irá permanecer confinado em casa, no âmbito de um outro processo. Os restantes 37 ficam agora, por decisão do tribunal de julgamento, em liberdade, sujeitos a termo de identidade e residência e obrigados a apresentar-se todos os sábados na esquadra da sua área de residência.

A revogação desta medida de coação não impede que esta seja reavaliada pelo Tribunal de Loures aquando da leitura do acórdão, que só deverá acontecer daqui a vários meses.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG