Trump está a estudar a privatização da Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial Internacional é a única casa permanente de astronautas e cosmonautas nos espaço, sendo continuamente habitada há 18 anos

A administração Trump quer transformar a Estação Espacial Internacional numa operação comercial, segundo avança o Washington Post com base em documentos internos da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) obtidos pelo jornal.

A ideia é cortar o financiamento do estado norte-americano a partir de 2024, trabalhando num plano de transição para que a Estação Espacial seja gerida pelo setor privado. "A decisão de acabar com o apoio federal diretos à ISS [sigla em inglês] em 2025 não implica que a plataforma não seja mantida em órbita nessa altura - é possível que a indústria queira continuar a operar certos elementos ou capacidades da ISS como parte de uma futura plataforma comercial", pode ler-se numa passagem citada pelo jornal.

Uma proposta de orçamento citada pelo site The Verge em janeiro dava indicações neste mesmo sentido e, na semana passada, num editorial no The New York Times, o ex-astronauta Mark Kelly alertava para os riscos de um corte no financiamento à ISS. "Seria um passo atrás para a ag~encia e certamente não no melhor interesse do país".

A aposta em parcerias com privados na exploração espacial tem estado em foco na NASA nos últimos anos, mas estes planos mais radicais, no entanto, estão longe de ser consensuais, já que o governo norte-americano já gastou cerca de 100 mil milhões de dólares na ISS - três a quatro mil milhões por ano neste momento.

Além disso, o quadro legal é complexo, já que envolve vários países - EUA, Rússia, o parceiro europeu - através da Agência Espacial Europeia (ESA) - Japão e Canadá, com cada um dos membros a ssumir responsabilidade pelos elementos que forneceram.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório em órbita, do tamanho de dois Boeing 747, que serve de casa a astronautas e cosmonautas desde o ano 2000. É um projeto que envolve ainda a Agência Espacial Europeia (ESA), Rússia, Japão e Canadá.

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