Media Lab discute oportunidades para os jovens na UE

No dia 24 de novembro, o Media Lab do Diário de Notícias foi palco de mais uma edição do workshop "Falando da Europa", em parceria com o Espaço Público Europeu - Espaço Europa.

Os jovens do Externato Álvares Cabral, de Lisboa, e da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, de Coimbra, ouviram a responsável desta organização, Fernanda Fernandes, para descobrir as oportunidades que a União Europeia tem para lhes oferecer.

Fernanda Fernandes frisou os 30 anos do programa "Erasmus +" e deu a conhecer melhor o Corpo Europeu de Solidariedade, um programa de voluntariado internacional.

Sob o lema "Unida na Diversidade", a UE convida os jovens a explorar o máximo do seu potencial, através de programas como estes, que para além do crescimento pessoal constituem uma mais-valia para a sua evolução profissional. Fernanda referiu até que os jovens que participam neste tipo de iniciativas podem chegar a ganhar 25% mais no mercado de trabalho.

Os jovens foram repórteres da Europa, trabalhando notícias em três formatos diferentes: papel, rádio e vídeo. Uns fizeram primeiras páginas e outros aventuraram-se por um jornal de quatro páginas. Os restantes dividiram-se entre um noticiário radiofónico e um videocast, entrevistando ainda a convidada da sessão.

O projeto educativo Media Lab tem como principal objetivo promover a literacia mediática e formar cidadãos ativos. Visite o projeto em www.medialab.dn.pt.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?