Estados-membros definiram 12 passos para reduzir impacto de doenças crónicas

As doenças crónicas representam 70% a 80% do orçamento para a saúde na União Europeia

Um documento com 12 passos para reduzir o impacto das doenças crónicas na União Europeia, que leva em conta as "diferentes conjunturas nacionais" e pretende envolver os cidadãos em risco e os com doença crónica, foi recentemente aprovado.

O documento foi anunciado na conferência final do JA-CHRODIS (Ação Conjunta Europeia nas Doenças Crónicas e na Promoção do Envelhecimento Saudável), realizada segunda e terça-feira passadas, em Bruxelas.

Para Rogério Ribeiro, investigador do Centro de Educação e Investigação da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), uma das organizações que representou Portugal na conferência do JA-CHRODIS, o diagnóstico está feito, mas era necessário encontrar uma forma de a Comissão Europeia conseguir ajudar os Estados-membros numa resposta às doenças crónicas.

A partilha dos melhores exemplos e a necessidade de levar em conta as particularidades de cada país, como o caso de Portugal, onde existe uma grande prevalência de idosos com mais do que uma doença, foram abordados neste encontro.

O documento dos 12 passos para reduzir o impacto das doenças crónicas foi apresentado pelo coordenador do JA-CHRODIS, Carlos Segovia, que o classificou como uma "ferramenta prática para inspirar e guiar profissionais de saúde e decisores políticos na promoção do envelhecimento saudável e na prevenção, gestão e tratamento das doenças crónicas".

Os passos têm em consideração as diferentes conjunturas nacionais, realçando a conceção, monitorização e avaliação de projetos, o envolvimento dos cidadãos em risco e dos cidadãos com doença crónica, a educação e a formação, a colaboração intersectorial, a boa governança, a equidade, entre outras recomendações.

Para Rogério Ribeiro, esta conferência "mostrou que existe agora um caminho e uma metodologia de trabalho claros para avançarmos para a aplicação no terreno das lições aprendidas e soluções desenhadas em diálogo europeu nas áreas da promoção da saúde ao longo do ciclo de vida, da prevenção e gestão das doenças crónicas, principalmente da diabetes".

As doenças crónicas representam 70% a 80% do orçamento para a saúde na União Europeia.

Segundo o Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, "mais de meio milhão de cidadãos europeus em idade ativa morre prematuramente por causa das doenças crónicas".

"Isto representa um custo elevado, quer para a sociedade, quer para a economia -- 115 biliões de Euros gastos na perda de produtividade e na despesa dos sistemas nacionais de saúde", prosseguiu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.