Cientistas portugueses a caminho da Antártida

Avião fretado pelo PROPOLAR, o programa polar português, assegura o transporte de 101 cientistas de vários países para o continente gelado no hemisfério sul

Mais de uma centena de cientistas de vários países, incluindo de Portugal, partiram hoje de Punta Arenas, no Sul do Chile, rumo à Antártida, num voo fretado pelo programa polar português PROPOLAR, para mais uma época de investigação científica no terreno.

Portugal contribui assim pela sétima vez na logística científica para as campanhas científicas internacionais na Antártica.

Neste voo assegurado pelo PROPOLAR, quatro dos 101 cientistas que foram transportados são portugueses. Os restantes pertencem dos programas científicos desenvolvidos naquele continente gelado pela Bulgária, Espanha, China e Coreia do Sul.

Sem infraestruturas próprias na Antártida, Portugal apoia-se na cooperação internacional que estabeleceu ao longo da última década com países como a Argentina, Brasil, Chile ou Bulgária, entre outros, para todos os anos ter os seus próprios investigadores a trabalhar no terreno. O voo para transporte de cientistas e de material que Portugal assegura desde há sete anos integra-se na colaboração estabelecida.

Os cientistas portugueses que este ano participam na missão vão, entre outras tarefas, recolher dados sobre o permafrost (o solo gelado), à semelhança do que já aconteceu nos anos anteriores. As séries de dados, recolhidas desde há vários anos pelas equipas portuguesas, permitem uma análise detalhada da evolução deste solo gelado, relacionando o seu comportamento com o problema das alterações climáticas.

Outra das questões que vai estar em estudo por parte dos cientistas portugueses durante esta missão, que decorre até ao fim de março, prende-se com a captação de imagens por drones, para melhorar substancialmente a qualidade da cartografia naquela região.

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