Cavalos reconhecem emoções humanas

Os cavalos reconhecem expressões faciais, e o seu ritmo cardíaco aumenta quando são expostos a raiva ou irritação humanas

Os cavalos podem reconhecer as diferenças nas expressões faciais humanas e distinguir emoções como a alegria e a raiva, segundo um estudo da Universidade de Sussex, na Inglaterra.

No estudo, cujos resultados foram publicados hoje na revista 'Biology Letters', os investigadores analisaram a reação de 28 cavalos depois de lhes apresentarem fotografias com a face de um homem que mostrava tanto sentimentos positivos como negativos.

A codiretora da investigação, Amy Smith, explicou que "o principal resultado foi descobrir que [os cavalos] veem [as expressões de raiva] através do seu olho esquerdo".

Como em todos os cérebros de mamíferos, a informação que recebem por esta via ocular transmite-se ao hemisfério direito, que é responsável pelo tratamento dos "estímulos negativos". Os cientistas também descobriram que o ritmo cardíaco dos animais aumenta de forma significativa quando estes são expostos às expressões de raiva ou irritação. Também descobriram que outras espécies, como os cães, percebem as ações negativas através do olho esquerdo.

Segundo Smith, os cavalos manifestam uma "resposta mais forte diante de expressões negativas do que positivas", devido a importância que atribuem "ao reconhecer as possíveis ameaças ao seu redor".

Para os investigadores, o reconhecimento das emoções nas pessoas está ligado à domesticação, que permitiu aos cavalos adaptarem-se e interpretarem a conduta de homens e mulheres. Os investigadores afirmaram que os seus resultados demonstram o impacto que o comportamento humano tem sobre esses animais.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.