Incêndios. Marcelo descarta apurar responsabilidades agora: "Não é o momento"

Presidente falou à margem de uma reunião com responsáveis da Proteção Civil. Apurar eventuais responsabilidades políticas fica para depois da campanha de combate aos incêndios. Mais medidas de prevenção anunciadas esta sexta-feira.

O Presidente da República rejeitou esta quinta-feira apurar eventuais responsabilidades políticas em relação aos incêndios. "Não é o momento de apurar responsabilidades. No final da campanha, avaliar-se-á como foi em termos efetivos", declarou o chefe de Estado no final de uma reunião com o comandante máximo da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Ao lado do ministro da Administração Interna, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu que a situação não é fácil. "Há a noção de que estamos a enfrentar um desafio difícil, considerou, acrescentando: "Sabemos de outros anos que, apesar de acontecer agora, a situação pode prolongar-se até final de setembro."

No dia em que um novo foco de incêndio surgiu na Serra da Estrela - desta feita, em Gouveia -, Marcelo Rebelo de Sousa recusou também quaisquer comparações em relação aos incêndios de Pedrógão Grande, em 2017. "Há sempre situações de desespero coletivo, mas houve de uma gravidade muito superior às que vimos agora", referiu. E tendo em conta a duração do combate, o Presidente considerou ser "difícil manter uma mobilização sempre constante". Por isso, "os fogos devem começar a ser vistos de forma diferente mesmo até a nível europeu."

Estando prevista uma nova vaga de calor para os próximos dias, a expectativa é que, ao mesmo tempo, o risco de incêndio aumente. Segundo o Presidente da República, face a esta situação, vão ser anunciadas, em conferência de imprensa, "medidas adequadas para os próximos dias e semanas" já esta sexta-feira. "Isso deve ser visto de forma muito firme e serena", acrescentou. "Para já, preveem-se duas semanas difíceis", lembrou Marcelo.

Para o Presidente da República, o Governo está "atento" à situação das diversas populações nas áreas mais afetadas pelos fogos, elogiando a "coragem" que tem sido demonstrada pelos autarcas.

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