Histórico: SpaceX vai ao espaço e aterra foguetão em plataforma no mar

Pela primeira vez, um foguetão Falcon 9 aterrou numa barca automatizada após ter lançado uma cápsula de reabastecimento para a Estação Espacial Internacional

Já o tinham conseguido fazer em terra, mas todas as tentativas para realizar o feito no mar saíram frustradas. Até hoje, sexta-feira, 8 de abril. A data ficará para a história da exploração espacial como a primeira vez que um foguetão Facon 9, da SpaceX, conseguiu aterrar em segurança numa plataforma marítima, na Atlântico, após ter ido ao espaço. O foguetão poderá assim ser reutilizado.

O objetivo da empresa fundada pelo empresário Elon Musk (o mesmo dos carros Tesla) é conseguir reutilizar regularmente os seus foguetões, de forma a reduzir o custo de colocar objetos - e futuramente pessoas - em órbita da Terra.

O feito foi ainda divulgado na conta oficial da empresa no Twitter:

o site especializado The Verge criou um vídeo explicativo que pode ver aqui:

Estimativas da própria empresa apontam para uma redução de custos na ordem dos 30%.

A SpaceX já tinha demonstrado, em dezembro, conseguir aterrar um foguetão de forma automática numa base em terra, no deserto, mas as quatro tentativas anteriores para fazer o mesmo numa plataforma no oceano falharam.

A opção de utilizar uma barca robótica representa um maior desafio técnico, uma vez que a área de aterragem é mais pequena do que uma zona escolhida para o efeito em terra

No entanto, uma vez que a plataforma está ela própria em movimento, é possível orientá-la de forma a colocá-la numa posição mais perfeita para "apanhar" o foguetão na aterragem. Consegue-se assim uma maior eficácia de consumo de combustível, pois o foguetão terá de fazer menos manobras na aproximação.

A complexidade de toda a operação é bem percetível na imagem acima.

Este lançamento do Facon 9 serviu colocar em órbita a cápsula Dragon com materiais para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa). A bordo vai igualmente um módulo experimental para a própria estação, um 'habitat' insuflável que se acoplará à ISS e permitirá abrigar a tripulação.

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