Exclusivo Há cem anos, lançámo-nos na "grande aventura" com a primeira travessia aérea do Atlântico Sul

A 17 de junho de 1922 um pequeno hidroavião monomotor amarava na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Gago Coutinho e Sacadura Cabral findavam uma aventura de três meses sobre as águas oceânicas. Portugal completava a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, descrita como "a grande aventura". Périplo repleto de boas histórias partilhadas pelo aviador Mário Correia.

A manhã fora de aguaceiros no Rio de Janeiro, estado do tempo que não cooperava, naquele 17 de junho de 1922, para a conclusão da travessia que trazia, há perto de três meses, os pilotos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Finalmente, com a manhã a findar, houve ordem para avançar a última etapa a bordo do hidroavião Santa Cruz. Quatro horas de voo rumo à Baía de Guanabara concluíam os 8300 km da 1.ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, a partir de Portugal.

Cem anos volvidos sobre o feito, Mário Correia, antigo piloto da Força Aérea e ex-conservador do Museu do Ar, também historiador, oferece aos escaparates o livro A Grande Aventura. O relato faz a síntese de uma época em Portugal, com a jovem República a enfrentar uma crise económica e política. Viagem que também foi um feito científico, apoiada exclusivamente em navegação astronómica; mote para alegria coletiva no nosso país e uma expedição rica em atribulações ao envolver três hidroaviões, amaragens perigosas e resgates em alto-mar.

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