"Há aqui desde os vasos para pó de múmia até ao vibrador medicinal sueco"

Entrevista a João Neto e Paula Basso, os diretores do Museu da Farmácia, com polos em Lisboa e no Porto, onde há preciosidades com milhares de anos

Diretor e diretora adjunta do Museu da Farmácia, João Neto e Paula Basso falam cheios de entusiasmo sobre as preciosidades que estão à sua guarda e que, em muitos casos, foram por eles identificadas e compradas, para que se possa contar cinco mil anos de história da farmácia no mundo. Foi uma entrevista em andamento, parando junto de algumas peças, e no polo de Lisboa. O do Porto, destacam os diretores, exige uma visita complementar, pois no fundo existe só um museu. Ambos formados em História, e casados, acompanharam desde ainda estudantes todo o processo de criação do museu pela Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Estamos junto a um sarcófago egípcio e também de uma peça que sei ser a mais antiga que têm aqui no polo de Lisboa do Museu da Farmácia. Paula Basso, quantos anos tem este vaso?

Paula Basso: É de 3500 a 3000 a.C. Ou seja, some-se 3000 + 2000 anos e dá o tema da exposição, que é 5 mil anos de história. O vaso servia para conservar e transportar sementes, plantas, grãos, utilizados tanto na alimentação como na manipulação dos medicamentos.

João Neto, sei que se envolveu pessoalmente na aquisição de muitas destas peças, como é o caso da múmia. Como é que foi a compra?

João Neto: Do sarcófago só, pois neste caso não tem múmia lá dentro. Precisávamos de dar aqui um lado da dimensão espiritual e, nesse sentido, a saúde também era importante e surgiu esta possibilidade de um colecionador que conhecíamos nos Estados Unidos e que tinha esta peça de uma miúda - é uma senhora aqui representada - para vender. Foi um longo trabalho conseguir trazê-la. Por outro lado, os sarcófagos também nos dão uma componente, que é a cosmética, muito importante no atual espaço da farmácia, e isso faz-se com um dos grandes símbolos da história, que acabam por ser as imagens egípcias.

Compraram praticamente tudo o que é de outras partes do mundo. Não houve oferta de farmacêuticos que sejam sócios?

P.B.: Comprámos tudo. Na parte da história da farmácia em Portugal sim, há ofertas das farmácias portuguesas. Os almofarizes, os potes, frascos e rótulos, portanto tudo aquilo que nos permite reconstituir aquilo que seria uma farmácia do século XVIII, XIX ou XX, isso trouxemos das farmácias portuguesas.

Mas coisas estrangeiras, não houve a sorte de haver um colecionador prévio?

J.N.: Não, não. Porque inicialmente não havia esta ideia museológica. A ideia quando surgiu em 1981 era para ocupar um espaço que estava vazio, que era uma política cultural de preservação da história da farmácia.

P.B.: Que estava perdido e não existia em Portugal.

J.N.: Aí havia a necessidade, então a direção do João Cordeiro com o pai da Paula, o Salgueiro Basso, achou por bem fazer uma campanha mesmo como aquelas campanhas arqueológicas do século XIX que era ir aos locais e tentar convencer e seduzir os colegas a doarem peças. Entre 1981 e 1996 foram recolhidas nove mil peças.

P.B: E nisso o meu pai era um mestre. Chegava aos colegas e dizia: tu ficas com dois frascos e eu levo dez para o museu, que era uma miragem na altura, porque nada garantia que ia existir o Museu da Farmácia. O museu abriu ao público em 1996 e nos anos 80 era um bocadinho um projeto irreal.

O museu tem este polo aqui em Lisboa desde 1996. E um polo no Porto aberto desde quando?

P.B.: Desde 2010.

Não há múmia neste sarcófago, mas o pó de múmia também era usado para fins medicinais, certo?

P.B.: Como medicamento, sim. Não temos pó de múmia, mas existem frascos com legendas de pó de múmia que era usado entre o século XVIII e XIX como medicamento para a cicatrização das feridas e má circulação sanguínea.

J.N.: Um uso que vinha desde a Idade Média.

E funcionava ou era só mito?

P.B.: Não era cientificamente comprovado.

J.N.: Temos aqui aquela questão de todas as crenças que existem à volta deste mundo antigo e de como é que elas poderiam surgir em benefício da saúde. Mesmo os farmacêuticos de Paris, quando Napoleão está no Egito, o que pedem é exatamente múmias e há uma exportação brutal de múmias verdadeiras porque havia falsificação.

P.B.: Temos uma fotografia de um mercado no Cairo de corpos humanos mumificados para serem vendidos aos bocados para pó de múmia.

O que é que têm de mais significativo do Império Romano?

J.N.: Para além da grande coleção de vidros, que é espetacular, saliento uma colher de medida em prata, que é um dos grandes símbolos da química e da saúde, e, por outro lado, mostra a intenção de que a dose certa é a dose que vai salvar a vida. Esta dupla dimensão vai existir na farmácia, entre o salvar e a capacidade de poder matar.

E da Idade Média?

P.B.: Dessa época, destaca-se o mundo islâmico, onde houve um grande desenvolvimento da alquimia, da ciência, da farmácia, da medicina.

Há muitos relatos das Cruzadas em que os europeus perceberam que a ciência médica islâmica estava muito mais avançada

P.B.: E havia uma grande escassez de profissionais de saúde na Europa e tentava-se que os boticários e médicos árabes viessem para a Europa para difundirem conhecimentos.

O que é que têm aqui desse apogeu islâmico?

J.N.: Todas estas peças são do século X ao XIII, mas a que saliento é este livro, que é o Código do Avicena, que tem uma dupla importância: a preservação do conhecimento para essa segurança de o conhecimento ser transmitido e depois tudo o que Avicena descobriu, entendeu o que era a doença fora e doença do corpo, vai prevalecer nas universidades europeias até ao século XVII.

Que outra peça é que gostavam de destacar?

P.B.: Gostava de destacar este livro de venenos porque é uma peça original e é rara porque aparentemente é um livro mas no seu interior tem gavetas com substâncias como cicuta, ópio, valeriana, portanto não seria de tratamento mas dependia tudo da dose. E também gostava de destacar esta figura do esqueleto humano, que é das primeiras da época, do Tratado de Anatomia de André Vesálio.

Lembram-se como é que foi comprada esta peça?

J.N.: Foi num leilão alemão. Tínhamos de ter esta peça porque é exatamente esta ligação que é a capacidade que a farmácia tem de transformar um veneno em medicamento para salvar a vida de uma pessoa.

É tabu dizer quanto é que custa uma peça destas?

J.N.: Custou algum dinheiro [risos]. Quero salientar que todas as peças são originais e isto faz a diferença entre este nosso museu em Portugal e os outros 900 museus da área da saúde no mundo.

Este é o melhor de todos?

P.B.: Em termos históricos que representam a evolução da história da farmácia e da medicina e de peças, sim.

J.N.: Nós começámos este projeto--museu do zero em duas fases: de 1981 a 1996, em que a questão central era a salvaguarda do património português, e em 1997 há o grande salto em que começamos com esta dimensão internacional que é a farmácia global.

Por falar em globalização, que podem destacar da era dos Descobrimentos portugueses?

J.N.: Este é um medicamento feito por jesuítas, que é pedra de Goa, que é um manipulado de pedra de bezoar.

P.B.: É uma tentativa humana de conseguir obter uma pedra de bezoar, que é um cálculo do estômago dos caprinos

J.N.: Em tudo o que seja herbívoro pode acontecer. E vem da Pérsia.

E supostamente tinha poderes

P.B.: De antídoto, supostamente.

J.N.: Só que esta peça, que é do século XVII/XVIII, e isto é uma investigação que estive a fazer com o próprio desenvolvimento que vai acontecer no Iluminismo ligado à alquimia, em que temos o elixir da vida e a pedra filosofal, e esta pedra de Goa junta as duas, por causa dos ingredientes que estão ali dentro, as safiras, os rubis, as pérolas

Isto é fundido e tem tudo isso lá dentro?

J.N.: O ouro é apenas o revestimento.

Isto foi feito pelos jesuítas?

P.B.: Boticários jesuítas de Goa do século XVII e XVIII. É um antídoto se-creto.

J.N.: Sobre o elixir da vida temos também esta caixinha de medicamentos de Sir Walter Raleigh, corsário, em que a última viagem que faz é ir à Guiana à procura do elixir da vida para o rei inglês.

De finais do século XVI?

J.N.: Sim.

Pode explicar este microscópio?

P.B.: É um microscópio do século XVII e foi com um microscópio como este que se identificou em 1661 a célula humana, e começa a perceber-se que a doença tem uma causa natural (um micróbio, uma bactéria) e não é um espírito, um demónio ou uma maldição.

De que país é? Inglaterra?

J.N.: Acabamos por ter três países ligados a essas descobertas, que são a Holanda, a Inglaterra e a Franca. Tudo países ligados ao desenvolvimento da ótica e das lentes.

João Neto, explique-me esta má-quina.

J.N.: É um vibrador medicinal que só podia ser vendido com receita médica e autorização escrita do pai ou do marido. É um vibrador de estimulação do século XIX, da Suécia. Os países nórdicos tinham esse à-vontade para iniciar este processo. Por exemplo, o nosso Egas Moniz fala destes assuntos no livro A Vida Sexual e diz que se as famílias tiverem alguns problemas para comprarem uma máquina de costura lá para casa. A histeria era um problema grave de uma família que se tornava disfuncional mas também era um problema para o país. Por isso é que se torna tão importante este estudo.

O que era visto isso da histeria? Era associado à ideia de ninfomania?

J.N.: Eram mulheres com problemas nervosos, com doenças do sistema nervoso.

P.B.: Considerava-se que a pessoa estava possuída por demónios. Na Escandinávia havia uma mentalidade mais aberta?

J.N: Não, não só. Também no resto do do Norte da Europa. Na Inglaterra há também.

E em Portugal?

J.N.: Havia, havia, por isso é que Egas Moniz, e estamos a falar de uma obra de 1923, vai abordar o tema e dizer que este é um problema médico sério.

Já agora, esta caixa de medicamentos pertenceu a quem?

Isto é uma vitrina que tem muito da minha ligação à Inglaterra. E pertenceu a Henry Morton Stanley. Foi um grande explorador de África. Encontrou o Serpa Pinto. E ele tem um lado mais complicado quando está associado ao rei belga no Congo mas antes foi um exemplo entre muitos de gente que desenvolveu condições para o desenvolvimento dos impérios europeus do século XIX.

Onde é que conseguiram?

J.N.: Na Inglaterra. Mas não há aqui nenhuma peça que compramos por ser bonita. O Raleigh está cá porque nós conhecíamos a história e investigamos. O Stanley também. O lado da investigação muitas vezes não é compreendido. Para termos estas peças foi preciso muito trabalho de investigação para perceber o que era importante.

Paula Basso, o que é esta peça?

P.B.: É uma cultura de penicilina, assinada por Alexandre Fleming, que foi quem identificou a penicilina que depois só foi desenvolvida nos anos 40 e foi produzida em larga escala pelos americanos para o desembarque na Normandia. Existem 23 no mundo inteiro e nós temos uma. Graças à penicilina conseguiu-se a cura da tuberculose e da sífilis.

J.N.: É porque era tão segredo que só se começa a ter conhecimento em termos mundiais a seguir à II Guerra Mundial e ele começa a ser convidado por várias universidades e ele tinha estas lembranças, com culturas que ele fez, para mostrar que existe. É da mesma situação que o unicórnio: era preciso ver para as pessoas acreditarem que existia um medicamento que conseguia curar em minutos. Já não era em dias, era em minutos e horas.

Que tipo de visitantes é que costumam ter?

P.B.: Turistas, estudantes de todas as áreas, público em geral.

J.N.: É um museu temático mas, como aborda a história universal e a história do homem, o museu pode ser visto das mais diversas perspetivas: científica, farmacêutica, antropológica. Na semana passada tivemos a visita de 140 farmacêuticos espanhóis.

P.B: Os franceses também vêm muito visitar o museu da farmácia.

Vocês têm um polo do Porto. Há uns anos fizemos uma reportagem no DN sobre a farmácia de Damasco, que está lá. É assim a peça mais valiosa que está no Porto?

P.B.: Sim, mas destaco também a Farmácia Estácio, que é muito representativa. Era na Rua Sá da Bandeira, no Porto, e foi reconstituída ao pormenor.

E esta de Damasco como é que apareceu?

J.N.: Tudo é uma questão de oportunidade e havia este sentido e se há condições para aproveitar ela devia ser aproveitada e trazida. Estamos a falar antes da guerra na Síria.

A farmácia estava mesmo na Síria?

J.N.: Teve de sair deslocada para a Europa e depois veio para cá, mas é um momento para nós muito importante porque estávamos a sentir que era o início de uma grande desgraça - aliás, foi muito difícil de ter a autorização da parte da Síria para ela vir depois para cá mas tudo foi possível e é a única farmácia de um palácio é única. Aquela farmácia não representa a farmácia de rua que está perto das pessoas, é outro conceito que é mais limitado da farmácia, que é dentro de um palácio para uma determinada família.

Qual é a peça que salta à vista no Porto?

P.B: Gosto muito de uma boneca chinesa quase em tamanho real para o ensino da acupunctura porque tem os pontos de energia vital com as inscrições em chinês e depois tem os orifícios e a pessoa vai treinando.

J.N: Para mim é uma taça em prata e ouro e tem uma simbologia porque era o recipiente usado pelos gregos, aliás aquela peça toca na questão do império do Alexandre, com muita influência da Pérsia, que era onde se ia receber uma bebida especial ligada ao ritual. É das peças mais importantes que temos do mundo helénico, sobretudo quando este mundo se expande.

Para ter uma ideia do que é este museu, tenho de visitar os dois museus? Eles complementam-se?

PB: Completamente. No caso dos instrumentos cirúrgicos romanos, temos uma grande coleção no Porto que vale a pena visitar. Em Lisboa temos poucos em exposição. E as grandes descobertas do século XX na área da medicina e da farmácia também estão lá, como o primeiro anticoncecional permitido e aprovado pelo Marcelo Caetano em Portugal.

Esta farmácia que está aqui é do século XVIII é portuguesa?

J.N.: Sim , é portuguesa. Vem de Paço de Sousa e pertence a um período que mostra a importância que as farmácias tinham nas ordens religiosas - estava num mosteiro - e foi adquirida quando foi a extinção das ordens religiosas e muito do património científico farmacêutico foi colocado em leilão.

P.B.: Era a farmácia Barbosa em Paço de Sousa. Esta farmácia funcionou até 1992.

Quando é que chegou cá esta outra farmácia, claramente chinesa?

P.B.: Em 1997.

E era de Macau?

J.N: Mesmo de Macau. Estavam já a fazer o plano para a saída de Portugal da administração de Macau e soubemos que a farmácia ia ser desmantelada e numa semana já estávamos a ir para lá negociar. Estive lá duas semanas em que todos os dias eu estava a negociar com o proprietário mas depois chegou cá a farmácia e o Ministério da Cultura não reconheceu o valor histórico e foi o ministro das Finanças que permitiu que saísse da alfândega, onde esteve largos meses. Para nós era muito importante ter uma peça digna da história da farmácia de ligação entre dois povos. Há um princípio que sempre tivemos no museu: knowledge, luck and money. E a direção da ANF sabia perceber que havia oportunidades que não podiam ser desperdiçadas.

Paula Basso, há aqui cartazes bastante antigos com promessas medicinais como esta água Vidago que promete o quê?

P.B.: Promete saúde mas tinha uma qualidade importante para a saúde daquela época, que era poderosamente radioativa. E as pessoas acreditavam que a radioatividade era importante para a saúde.

Estes cartazes também aparecem no mercado?

P.B.: Aparecem por vezes em leilões especializados.

O que está aqui são tudo originais?

P.B.: Sim, da gráfica do Bolhão, que marca o início da publicidade portuguesa em cartazes.

J.N.: Estávamos a ver o Acontece na RTP2 e o Carlos Pinto Coelho disse que a gráfica do Bolhão tinha fechado e que o espólio ia ser vendido. No dia seguinte ligo para lá e conseguimos que o património português ligado à farmácia viesse aqui para o museu.

As receitas que sustentam este museu são da Associação Nacional de Farmácias?

J.N.: Sim, é um museu privado. As farmácias pagam as quotas, são 2800 farmácias associadas.

Dá para manter o museu?

P.B.: Para manter, sim, para adquirir já terminámos. Durante dez anos foi intensivo a chegada de caixas e caixas, por isso se mantivermos é muito bom.

Para vocês nem o céu é o limite. Expliquem lá estas peças ligadas à conquista do espaço?

J.N.: Estamos aqui a ver uma doação feita pela NASA ao nosso museu que teve origem numa história muito simples. Estávamos a passear à noite e a minha filha fez um gesto de olhar para o céu e nós percebermos que não tínhamos nada ligado ao espaço. "Bolas, não tenho nada ligado ao espaço", pensei. Liguei no dia seguinte para a NASA a dizer que éramos dignos de ter uma peça.

Sentiu recetividade?

P.B.: Primeiro vieram inspecionar se o museu era digno. Foi quando o Bill Clinton veio cá a Portugal e a conselheira dele para a área da ciência veio cá ver e falar connosco e percebeu "you guys are for real".

E os medicamentos dos astronautas russos como é que vieram cá parar?

J.N.: Fizemos cá uma brilhante conferência com um grande cientista americano da saúde espacial e eu convidei os russos a virem assistir à conferência. Era o embaixador russo que foi o último governador do Afeganistão que estava cá e ele compreendeu. Disse-lhe que não podia contar a história do espaço sem a parte russa. Deu-nos esta farmácia portátil que esteve na Estação Espacial Internacional.

Este cartaz com cenas do Astérix é surpreendente. Foi ideia do João Neto?

J.N.: Sim, achei que tínhamos de ter o Astérix e as partes ligadas à história da farmácia mas foi muito difícil. Fiz eu a seleção, mas eles disseram que só iriam aprovar se soubessem como ia ficar. Foi difícil porque é muito difícil ter estas autorizações e até tinha havido um problema com Portugal quando o Herman José fez uma parábola em que ele era o Astérix e deu um problema jurídico brutal. Isto levou dois anos e a quantidade de papel que tivemos de assinar não podemos por outra BD ao pé.

Também têm filmes aqui.

J.N.: Sim, onde há farmacêuticos.

P.B.: Aqui são anúncios da rádio, como o Melhoral.

Sei que também encontraram no DN muitos anúncios de medicina e farmacêutica.

J.N.: Sim, aliás quando preparava a nossa conversa, fui ver a primeira capa do DN em 1864 e ali aparece uma série de pistas que estão relacionadas com este museu. Primeira grande notícia é um grande leilão de obras de arte, de antiguidades, que aparece e que foi o topo dos topos de venda de património de cultura. Da Vinci, Caravaggio aliás o DN faz o destaque dessa venda, desse grande leilão em França. Depois tem anúncios de acontecimentos na área da saúde na primeira edição do DN consigo logo colocar uma ligação do ponto de vista científico, médico e artístico a este museu. A primeira capa está ligada a muito daquilo que temos aqui no museu.

Vocês, além de diretor e diretora adjunta, são casados. Como é trabalharem nisto juntos?

P.B.: É intenso porque o Museu da Farmácia está sempre presente na nossa vida.

J.N.: É o nosso terceiro filho [risos].

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