Do erótico ao altruísta. Há pelo menos seis estilos de amor

Nem todas as pessoas vivem o sentimento da mesma forma. Ao longo da vida, os casais podem sentir diferentes tipos de amor

Enquanto uns vivem o amor erótico, quase irracional e marcado pela atração e pelo desejo, outros sentem um amor mais pragmático, que procura personalidades e interesses compatíveis. John Alan Lee, sociólogo, classificou-o em seis estilos, que incluem o lúdico, o obsessivo e o altruísta.

Vânia Beliz, psicóloga clínica e sexóloga, não costuma usar as designações de John Lee, mas reconhece que existem várias formas de amar. "Da mesma forma que existem diferentes personalidades", diz ao DN, destacando que "não estamos todos no amor da mesma forma". Em alguns casais, "observam-se fases desses tipos de amor ao longo da relação". Porque nem as relações nem os sentimentos permanecem iguais. "Amadurecem de diferentes formas."

Recentemente, o site The Conversation recordou os estilos de amor de Alan Lee. Começa pelo Eros, o amor visto como romântico, do estilo "conto de fadas". Associado a uma atração intensa e imediata e a uma necessidade urgente de aprofundar a relação física e emocionalmente, é muitas vezes considerado perigoso, já que, se não for equilibrado, pode originar sofrimento.

Segue-se o amor Storge, que valoriza mais a estabilidade, o compromisso, o companheirismo e a confiança na relação. É um tipo de amor duradouro e que cresce muitas vezes a partir de amizades. John Alan Lee falava também de um amor lúdico, em que os intervenientes veem o amor como um jogo para ganhar e, por isso, vivem relações marcadas pelo engano e pela manipulação. Os lúdicos não guardam lealdade e são emocionalmente distantes.

O amor racional

Passamos para o amor pragmático, uma forma mais racional de experimentar o amor. Não quer dizer que não haja alguma emoção, mas o mais importante é se o companheiro é capaz de corresponder às necessidades. É caracterizado pela procura de personalidades compatíveis, assim como de interesses, valores e princípios de educação.

Amor mania é o estilo de amor obsessivo, de indivíduos emocionalmente dependentes, que entram em ansiedade e sofrimento quando têm um pequeno sinal de frieza ou de falta de atenção por parte do parceiro. Devido ao sentimento de posse, os ciúmes são quase sempre um problema. Por fim, o estilo Ágape, aquele em que os indivíduos se centram na necessidade do parceiro, um amor altruísta e incondicional.

Superar as diferenças

Depois da paixão, "fenómeno fisiológico", é o amor que perdura. Pode haver um estilo predominante, ou elementos de vários tipos em simultâneo.

Vânia Beliz reconhece que algumas pessoas não ficam juntas simplesmente "porque têm diferentes formas de viver o amor". No entanto, destaca, "um relacionamento é um investimento, não devemos desistir à primeira". "É normal as pessoas equacionarem o que sentem, que não se sintam tão apaixonadas, que sintam interesse por outras pessoas. Isso não significa que já não amam", explica a sexóloga.

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