Segundo caso de legionella em sete meses no Hospital da Horta

Diretor clínico da unidade hospitalar diz que "não há problema de contaminação"

Uma análise de rotina ao sistema de águas do Hospital da Horta, nos Açores, voltou esta semana a detetar a presença de legionella na canalização, situação que acontece pela segunda vez em sete meses.

O diretor clínico do Hospital da Horta, Rui Susano, explicou esta quarta-feira aos jornalistas que desta vez a presença da bactéria foi descoberta em "concentrações mais baixas", mas ainda assim obrigou a "medidas de precaução", para evitar que os doentes fossem infetados.

"Não há problema de contaminação", insistiu o médico, assegurando que o Hospital já efetuou uma "desinfeção" a todo o sistema de distribuição da água, com vista a "aniquilar a bactéria", que só é prejudicial quando inalada.

A legionella foi descoberta nas canalizações do edifício antigo do hospital, mas, segundo Rui Susano, "nenhum doente foi infetado", embora a situação tenha obrigado a administração a transferir os pacientes internados para a ala nova, a fim de poderem fazer a sua higiene pessoal em segurança.

A legionella é um bactéria que, quando inalada, pode provocar infeções respiratórias graves e até mesmo a morte, como aconteceu em novembro de 2014, em Vila Franca de Xira, onde mais de 300 pessoas foram infetadas. Cerca de uma dezena acabou por falecer.

Na próxima segunda-feira chega à ilha do Faial uma equipa de técnicos que irá recolher amostras na canalização do hospital, para depois analisá-las em laboratório.

Só dez dias depois, quando os resultados forem conhecidos, é que a administração do Hospital da Horta saberá se o problema está ou não totalmente resolvido.

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