Dados de Marcelo também expostos na dark web. PR tomou "precauções"

Dados pessoais de António Costa, André Ventura, do diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, e do comandante-geral da GNR, Rui Clero, também foram expostos na dark web.

Alguns dados pessoais do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também foram expostos na internet, na sequência do ciberataque aos servidores da TAP. Uma nota divulgada esta sexta-feira no site da Presidência da República informou que o PR tomou conhecimento "da fuga de informação de dados privados", que o levou a tomar "algumas precauções", designadamente quanto ao seu endereço digital.

A nota colocada no portal da Presidência na Internet esclarece que Marcelo Rebelo de Sousa "tomou conhecimento da fuga de informação de dados privados, devida a intrusão ilegal de registos da TAP Air Portugal, por um cidadão que a eles tivera acesso".

"Imediatamente [o PR] tomou algumas precauções quanto ao único dado que não era generalizadamente conhecido: o endereço digital. Quanto ao resto - nome completo, data de nascimento e residência - já existia esse conhecimento", refere ainda a nota.

Os dados pessoas do primeiro-ministro, António Costa, do líder do Chega, André Ventura, do diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, e do comandante-geral da GNR, Rui Clero, foram também expostos na dark web pelo grupo de hackers Ragner Locker, responsável pelo ciberataque aos servidores da TAP, revela esta sexta-feira o Expresso.

O líder do Governo viu ser divulgada uma morada antiga e o e-mail de uma colaboradora do seu gabinete, mas não o número de telemóvel. Já Ventura viu ser exposto o seu número de telemóvel e e-mail, mas não a morada. Por outro lado, foram expostos número de telemóvel, e-mail e morada de Neiva da Cruz e Rui Clero.

Na dark web também constam dados de deputados e ex-deputados como Edite Estrela, Jamila Madeira, Joana Mortágua, José Cesário, José Silvano, Paulo Portas, Alexandre Quintanilha ou Susana Amador, assim como uma lista com 294 e-mails expostos com o domínio gov.pt.

O grupo Ragner Locker atacou a companhia aérea a 25 de agosto, publicou dados de 1,5 milhões de clientes e diz continuar a ter acesso remoto a sistemas da TAP, enquanto a companhia sublinha que tem estado em todo o processo a trabalhar com o Centro Nacional de Cibersegurança, a Polícia Judiciária e a Microsoft.

Segundo o Expresso, o grupo de cibercriminosos Ragnar Locker "cumpriu a ameaça que vinha fazendo e publicou esta segunda-feira 581 gigabytes (GB) de dados que diz serem relativos a 1,5 milhões de clientes da TAP".

Numa mensagem publicada na Dark Web - refere o jornal -, os Ragnar Locker "garantem ainda que continuam a ter acesso aos sistemas informáticos da TAP".

Além das tabelas com moradas, números de telefone e nomes de clientes, a fuga de dados "apresenta documentos de identificação de pessoas que aparentam ser profissionais ou parceiros da TAP, bem como acordos confidenciais com várias empresas e relações com outras companhias de aviação".

Num email enviado aos clientes na semana passada, a TAP alertou os clientes afetados pelo ataque informático, cujos dados foram publicados, de que esta divulgação "pode aumentar o risco do seu uso ilegítimo", pedindo atenção a comunicações suspeitas.

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