Avião do Facebook que "dá" internet voa pela primeira vez

O Aquila é alimentado a energia solar e foi construído para aumentar o acesso à internet pelo mundo

O drone criado pelo Facebook para expandir o acesso à internet pelo mundo, o Aquila, levantou hoje voo pela primeira vez. O equipamento é movido a energia solar e completou com sucesso o primeiro voo de teste.

O voo realizou-se no Deserto de Sonora, nos Estados Unidos e durou 96 minutos, ultrapassando o tempo mínimo estabelecido para o primeiro teste de 30 minutos. Segundo a empresa, este treino foi suficiente para recolher uma série de dados sobre o drone que serão muito úteis no futuro.

"Temos o prazer de anunciar o primeiro voo de teste com sucesso do Aquila, o avião solar que desenhamos para levar acesso à internet a pessoas que vivem em localizações remotas", pode ler-se na publicação do Facebook.

Durante a experiência, tanto o fundador da empresa, Mark Zuckerberg, como o vice-presidente da engenharia das infraestruturas do Facebook, Jay Parikh, se mostraram bastante ansiosos e contentes pelo resultado.

"Estamos ansiosos pelo resto da viagem em direção a tornar o mundo mais aberto e conectado", dizia o Facebook.

O Aquila vai poder voar durante três meses sem aterrar, consumindo apenas cinco mil watts de energia a velocidade cruzeiro, o equivalente a três secadores de cabelo ligados, e vai usar um raio laser para transferir dados para uma base no solo.

Este é apenas um da rede de drones que o Facebook pretende colocar em vários espaços do globo e cada um deverá alimentar uma aérea de mais de 90 quilómetros, segundo o comunicado da empresa.

Os drones, alimentados a energia solar, vão voar entre 18 e 27 quilómetros acima dos aviões comerciais de passageiros para evitar acidentes e para não serem afetados pelo tempo.

Este não é o único projeto para aumentar o acesso à internet pelo mundo. A Microsoft propôs usar os "espaços em branco", os canais deixados pela televisão analógica, para levar banda-larga a alguns países onde grande parte da população ainda não tem acesso à internet, segundo a CNN.

O projeto é facilitado pelo facto de as infraestruturas necessárias para o seu sucesso já existirem.

"A Microsoft sempre foi impulsionada pela promessa de ajudar a democratizar o acesso à tecnologia para o mundo, e o nosso trabalho com os espaços em branco é uma maneira de nós cumprirmos essa promessa", afirmou Paul Garnett, diretor do grupo de Tecnologia da Microsoft, num comunicado.

A Google, por sua vez, lançou balões para a estratosfera, o dobro da altitude em que os aviões comerciais voam, segundo a BBC, que iriam fornecer internet a uma área terrestre de 40 quilómetros. Cada balão da Google é do tamanho de um avião pequeno e pode passar 100 dias no ar.

Este projeto está a ser testado desde 2013.

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