Apanhado com ouro roubado e ainda tinha estufa de canábis

Ladrão aproveitou o facto de os donos da casa estarem na festa de passagem de ano para fazer o assalto

O ano começou mal para o homem que decidiu aproveitar a noite de passagem de ano para assaltar uma casa em São Bartolomeu de Messines (Silves), onde roubou ouro no valor de mais de 15 mil euros, além de mais de dois mil euros em dinheiro. É que a investigação da GNR rapidamente o apontou como sendo o principal suspeito e a busca domiciliária, pouco mais de 24 horas depois, comprovou a autoria do crime, permitindo encontrar as peças roubadas. O homem foi detido, mas os militares iriam ser surpreendidos com um achado: num anexo da casa encontrava-se uma estufa com 54 plantas de canábis ainda em crescimento. GNR acredita que terá desmantelado "um dos principais pontos de abastecimento" deste estupefaciente da zona de Silves.

O suspeito, com 38 anos - que continua ser ouvido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público de Portimão para aplicação das medidas de coação - aproveitou o facto da proprietária da casa ter ido celebrar o réveillon para escalar o edifício e arrombar uma janela. Saberia ao que ia.

Já dentro da residência, deitou mão a todo o ouro que encontrou. Algumas das peças eram de família, muito antigas e de elevado valor, segundo fonte da GNR, o que levou as autoridades a agir com máxima rapidez, para tentarem evitar que o suspeito "derretesse ou vendesse" os cordões de ouro, "como forma fazer dinheiro e desfazer-se das provas", segundo a investigação.

Mas não foi a tempo. Logo no sábado as forças policiais entraram-lhe pela casa, no Sítio do Barrocal, apanhando o suspeito com praticamente todo material roubado na noite anterior. Além das peças em ouro, já identificadas pela proprietária, tinha também na sua posse 2818 euros em dinheiro. Só que não era tudo.

Antes de abandonarem a casa, os militares viriam a ser alertados para um compartimento anexo à habitação, onde o indivíduo produzia canábis. Segundo descreve a GNR, a estufa reunia todos os elementos necessários ao cultivo de plantas controlado, estando equipada com sistema de rega, lâmpadas, temporizadores, ar condicionado, termo ventiladores, além de controladores de temperatura e de humidade.

As 54 plantas exibiam uma altura até um metro, mas ainda se encontravam em fase de crescimento desconhecendo a investigação de que espécie de canábis se trata, pelo que não é para já possível determinar o valor da apreensão, a que se juntaram ainda 72 gramas de folha de canábis seca pronta para ser comercializada. A estufa foi destruída.

Por também ter na sua posse um revólver de calibre .32 e um sabre baioneta, o suspeito acabaria também detido pelos crimes de tráfico de droga e posse de arma proibida, tratando de um homem a quem não conhecida qualquer profissão, tendo já antecedentes criminais por crimes contra o património (onde se inclui recetação) e tráfico de droga.

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