Morreu o general Almeida Bruno, que a PIDE tentou matar a um mês do 25 de abril

Almeida Bruno participou no Golpe das Caldas, em que se tentou acabar com a Ditadura que vigorava em Portugal.

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Morreu esta quarta-feira o general João de Almeida Bruno, aos 87 anos, no Hospital das Forças Armadas.

Um dos mais condecorados oficiais da Guerra Colonial, participou no Golpe das Caldas, em que se tentou acabar com a Ditadura que vigorava em Portugal, um mês antes da revolução do 25 de abril de 1974. Nessa altura, foi alvo de uma tentativa de homicídio por parte da PIDE.

Almeida Bruno incorporou o Exército em 1952 e serviu as Forças Armadas ao longo de mais de quatro décadas, tendo estado na Guiné-Bissau e em Angola durante a Guerra Colonial e integrado o curso de oficiais da Academia Militar em 1953, ao lado de Loureiro dos Santos, Gabriel Espírito Santo, Ernesto Melo Antunes e Ramalho Eanes.

Após o 25 de abril, o general assumiu o cargo de diretor da Academia Militar.

Entre 1994 e 1998, antes de passar à reforma, foi presidente Supremo Tribunal Militar.

Ao longo da carreira foi distinguido com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com as medalhas de Valor Militar e da Cruz de Guerra, e com a Ordem Militar de Avis, entre outras condecorações.

Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu à morte, através de uma nota no portal da Presidência da República. "O Presidente da República evoca, com respeito, admiração e amizade, o General João de Almeida Bruno, apresentando as suas condolências à Família e ao Exército Português, que serviu com independência, sentido de missão e devoção integral", pode ler-se.

A morte também foi lamentada pela ministra da Defesa, Helena Carreiras, que enviou as condolências à família e recordou o percurso do general.