Ensino superior. Médias de ingresso mais altas na segunda fase

Colocados mais 9154 estudantes. Cerca de um terço dos lugares não foram preenchidos e para a terceira fase sobram 4441 vagas. Em nove cursos as notas foram superiores a 19.

Alexandra Inácio
A média de ingresso mais elevada foi em Medicina na Universidade do Porto.

Foram colocados 9154 estudantes na segunda fase de acesso ao Ensino Superior, menos 633 do que na mesma fase do concurso em 2020. Cerca de um terço das 13 506 vagas não foi preenchido e sobraram para a terceira fase 4441. Em nove cursos, as médias de ingresso foram superiores a 19 valores e mais altas do que as dos últimos a entrarem nas mesmas ofertas na primeira fase.

Nos cursos de excelência, mais concorridos, foram colocados, no total, 281 estudantes. Nesta segunda fase, a média de ingresso mais elevada foi em Medicina na Universidade do Porto: 19,52 valores (curso em que, na primeira fase, o último a entrar teve 18,82 valores). Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, foi o curso com a média de ingresso mais elevada na primeira fase, 19,05 valores; nesta fase, o último de oito alunos colocados teve 19,18 valores, a quinta média mais elevada.

Veja aqui se entrou na segunda fase

Em mais 24 cursos, as médias de ingresso foram superiores a 18 valores.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (MCTES) assegura, em nota de imprensa divulgada ontem, que as colocações confirmam as estimativas que mais de 100 mil novos estudantes devem entrar este ano numa universidade ou politécnico. Para já, entre as duas fases do concurso nacional são 51 431 lugares por preencher

Dos 9154 estudantes colocados, 4822 entraram em institutos e 4272 em universidades. Ainda assim, a esmagadora maioria das vagas por preencher são nos politécnicos (mais de 3500, nas universidades não chegam aos 700 lugares) e do Interior do país.

O politécnico de Bragança tem 883 vagas por preencher de acordo com as tabelas divulgadas pelo MCTES após as colocações da segunda fase. Em Viseu há 384 lugares por preencher e na Guarda, por exemplo, 239. As universidades de Trás-os-Montes, Algarve e Beira Interior são as que têm mais vagas livres: 132, 124 e 99, respetivamente. As engenharias Informática, Eletrónica, Civil, Ambiente ou Energias Renováveis são das ofertas com mais lugares.

Dos 22 953 candidatos à segunda fase, apenas 4491 não tinham concorrido à primeira; 6956 já se tinham matriculado em setembro e 1972 também tinham sido colocados mas não se tinham inscrito.

As candidaturas para a terceira fase decorrem entre 21 e 25 de outubro, as colocações são divulgadas dia 29.

alexandra.inacio@jn.pt