Ajudar quem precisa

O Lidl Portugal juntou-se à Cruz Vermelha Portuguesa e vai apoiar 272 famílias durante um ano, numa iniciativa que representa um investimento de 250 mil euros.

Ajudar portugueses em risco social. Esse foi o grande objetivo da última iniciativa do Lidl Portugal. Não é, no entanto, a primeira vez que a empresa toma esta decisão. Desde que entrou no mercado português, há 27 anos, que a insígnia criou uma estratégia de responsabilidade corporativa, através da qual tem prestado ajuda direta com doações alimentares e não-alimentares, assim como possibilitado o financiamento de projetos de desenvolvimento e a sensibilização para problemáticas da sociedade.

A campanha atual, desenvolvida em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), vai permitir ajudar 272 famílias, num total de 538 pessoas, que se encontram ao abrigo desta instituição.
Como explica Sara Fonseca, responsável de Comunicação Externa do Lidl Portugal, o apoio irá permitir que a Cruz Vermelha Portuguesa ajude essas famílias a pagar serviços essenciais do lar - como água, luz e gás -, apoiar necessidades alimentares de famílias com crianças, assegurar alojamento a pessoas em situação de sem-abrigo, assim como garantir apoio psicológico para vítimas de violência doméstica e serviço de teleassistência para idosos em situação de isolamento.

As famílias que irão beneficiar deste apoio foram sinalizadas pela CVP, seja por estarem em situação de pobreza energética, terem crianças em privação alimentar, serem pessoas em situação de em-abrigo, vítimas de violência doméstica ou idosos em situação de isolamento. Quer isto dizer pessoas numa situação social especialmente vulnerável.

"No contexto atual, com muitas pessoas a passar por dificuldades, acreditamos que é urgente um apoio transversal à população portuguesa."

O que levou o Lidl a optar por esta campanha em especial? A resposta foi prontamente dada por Sara Fonseca. "No contexto atual, com muitas pessoas a passar por dificuldades, acreditamos que é urgente um apoio transversal à população portuguesa", refere a executiva, acrescentando: "Neste sentido, unimos esforços com um parceiro como a Cruz Vermelha Portuguesa, que integra a maior rede humanitária mundial e que está presente em Portugal há 175 anos, com alcance nacional e capacidade de implementação, contribuindo para uma sociedade mais justa e equilibrada. Atuamos junto de entidades competentes, com conhecimento e autoridade para o fazer, para onde direcionamos o nosso apoio, pois são quem tem as competências para atuar no terreno e conhece as reais necessidades das comunidades locais."

Do lado da CVP, Ana Jorge, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, afirma que o apoio prestado pelo Lidl "surge numa fase particularmente difícil, sentida pela subida de pedidos de apoio, por parte das famílias". A presidente da instituição acrescenta que o papel da mesma é "sempre o de ajudar a ultrapassar situações de vulnerabilidade e, para isso, contamos com a preciosa ajuda dos parceiros que, como o Lidl, imbuídos pelo espírito de responsabilidade social, acreditam na proximidade do nosso trabalho, que é́ realizado em todo o território nacional, através das cerca de 160 delegações Cruz Vermelha, que são quem melhor identifica e conhece as reais necessidades das famílias e pessoas".

Números portugueses são preocupantes

Quem considera que ações deste género não são necessárias não deve estar a par da real situação nacional. Porque os números existem e são assustadores. Por exemplo, segundo dados do Eurostat 2020, Portugal consta como o quinto país da União Europeia onde as famílias têm menos condições para manter as casas devidamente aquecidas, sendo que cerca de 19% dos portugueses estão em situação de pobreza energética. E, no ano passado, cerca de cerca de 1 em cada 4 crianças em Portugal com menos de 18 anos vivia em situação de pobreza ou exclusão social. Sem contar com o número de pessoas que, em 2020, fiaram sem casa - 791 segundo os dados do relatório da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, 2022. E não nos podemos esquecer da quantidade de queixas por violência doméstica que, no terceiro trimestre deste ano, registou um número recorde de 8887 ocorrências. São números. Números que indicam que há uma franja de portugueses que estão especialmente vulneráveis e, por isso mesmo, precisam de toda a ajuda possível.

Estratégia solidária

A iniciativa, agora anunciada, com a CVP, é apenas mais uma das várias levadas a cabo pelo Lidl nos últimos anos. Como revela Sara Fonseca, nos últimos 11 anos o Lidl Portugal já entregou 317 toneladas de artigos ao Banco Alimentar Contra a Fome, em campanhas vale. Sem esquecer a ajuda prestada durante a pandemia, altura em que a empresa doou mais de 370 toneladas de bens essenciais que foram entregues a mais de 185 mil pessoas e 150 instituições. Nessa mesma altura entregaram 10 mil refeições a pessoas em situação de sem-abrigo, assim como 130 mil máscaras cirúrgicas à União das Misericórdias, para ajudar os residentes em lares, de norte a sul do país.

"Nos últimos 8 anos, apenas em resultado das suas campanhas de Natal, o Lidl entregou mais de 3,8 milhões de euros, para apoiar quem mais precisa. No seu ano fiscal de 2021 (março de 2021 a fevereiro de 2022), o Lidl doou, em dinheiro e em espécie, mais de 5,6 milhões de euros para várias causas sociais só através do seu projeto Realimenta - que tem como objetivo fazer chegar a quem mais precisa produtos em perfeitas condições de consumo, provenientes das suas lojas, entrepostos e sede -, ajudou cerca de 195 000 pessoas com quase 3300 toneladas de alimentos, em parceria com 1137 entidades", aponta Sara Fonseca.

A atual campanha surge num contexto nacional especialmente difícil e como continuidade de uma estratégia de responsabilidade corporativa que já vem de longe. Algo que o Lidl Portugal quer manter.

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