"A minha divisa? Insistir, persistir, resistir e nunca desistir"

O famoso questionário respondido pelo Presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal (ANMP) Duarte Nuno Vieira.

A sua virtude preferida?
Altruísmo.

A qualidade que mais aprecia num homem?
Integridade, até porque surge habitualmente acompanhada por outras como inteligência, tenacidade, empatia, educação e sobriedade.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A mesma. Porque teria de ser diferente?

O que aprecia mais nos seus amigos?
O serem meus amigos.

O seu principal defeito?
A incapacidade para mudar os que sei que tenho e para identificar os que desconheço.

A sua ocupação preferida?
Depende do momento e da circunstância.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
A de ser algo que todos ambicionam e muito poucos alcançam.

Um desgosto?
Pessoal? Vários e de diversa índole. Entre eles, o não saber tocar piano.

O que é que gostaria de ser?
Mais e melhor, como defendia Miguel Torga, e também mais novo...

Em que país gostaria de viver?
No país das maravilhas.

A cor preferida?
Aquela que está no arco íris.

A flor de que gosta?
Todas as que me oferecem e as que ofereço.

O pássaro que prefere?
Gosto de todos, menos de corvos, abutres, "passarões" e "aves raras".

O autor preferido em prosa?
John Peters Humphrey, jurista canadense que redigiu o projeto inicial e é o principal autor da Declaração Universal dos Direitos do Homem, um dos textos de mais profundo significado até hoje escrito.

Poetas preferidos?
Vários, nomeadamente Ary dos Santos, Pablo Neruda, Vinícius de Moraes ou Fernando Pessoa.

O seu herói da ficção?
Peter Pan, pelo que fez na Terra do Nunca.

Heroínas favoritas na ficção?
Mafaldinha, pela frontalidade e argúcia de uma aparente inocência.

Os heróis da vida real?
Todas e todos os que, de forma absolutamente anónima, sem qualquer reconhecimento mediático ou retribuição financeira, se empenham diariamente em múltiplas regiões do mundo na promoção e proteção dos direitos humanos, ajudando a melhorar o mundo que nos coube. Tenho tido o privilégio de conhecer muitos.

As heroínas históricas?
Madre Teresa de Calcutá, Florence Nightingale, Helen Keller ou Eleanor Roosevelt são algumas.

Os pintores preferidos?
Estava tentado a responder que é o Senhor José Teixeira, que regularmente pinta a minha casa, sempre que necessário... Mas refiro Gustav Klimt, Picasso, Dali, Goya, Almada Negreiros, Vieira da Silva, Caravaggio, Columbano, Maria João Franco, etc. Seria uma lista imensa e também com muitos nomes pouco conhecidos.

Compositores preferidos?
Mozart, Beethoven, Leonard Cohen, Beatles, Pedro Abrunhosa, Paulo Gonzo, Zeca Afonso, entre muitos e muitos outros.

Os seus nomes preferidos?
Os das pessoas que amo, com os das minhas netas, Isabel Maria e Maria João, à cabeça.

O que detesta acima de tudo?
Falsos moralistas, intriguistas e peixe cozido.

A personagem histórica que mais despreza?
Vários por igual, como Lenine, Estaline, Mao e todos os outros tiranos similares que viveram sob uma falsa aura de libertadores e democratas, sem nunca terem sido punidos pelo mal que fizeram e pelo profundo sofrimento que causaram.

O feito militar que mais admira?
Nenhum.

O dom da natureza que gostaria de ter?
O da ubiquidade, se existisse...

Como gostaria de morrer?
Por último e de repente.

Estado de espírito atual?
Transitório.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os cometidos por amor e os que se conseguem remediar...

A sua divisa?
Insistir, persistir, resistir e nunca desistir. Vi-a escrita na parede de um centro de acolhimento de vítimas de tortura e maus-tratos, na Papua Nova Guiné, durante uma das missões do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas que integrei.

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