"A história não é feita só pelos grandes homens"

O famoso questionário Proust respondido pela presidente do conselho de administração da MatosinhosHabit (EM), Manuela Álvares

A sua virtude preferida?
A lealdade.

A qualidade que mais aprecia num homem?
A coragem.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A coragem - não vejo nenhuma razão para que as qualidades se distingam pelo género.

O que aprecia mais nos seus amigos?
Estarem ali, quando preciso, e saber que posso contar com isso.

O seu principal defeito?
A impaciência, alimentada pelo sentido de urgência do fazer.

A sua ocupação preferida?
Ler e viajar. Ler também é viajar.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
Um dia, em Moledo, sem vento, e um livro de poemas à mão.

Um desgosto?
A morte dos meus pais.

O que é que gostaria de ser?
Livre.

Em que país gostaria de viver?
Portugal.

A cor preferida?
Azul.

A flor de que gosta?
Rosa.

O pássaro que prefere?
A cotovia, talvez mais por razões literárias ou porque anuncia o nascer de mais um dia.

O autor preferido em prosa?
Tolentino de Mendonça, sem dúvida, mas também Clarice Lispector, pela sua escrita inspiradora e, evidentemente, os clássicos.

Poetas preferidos?
São tantos! Os mais recentes Daniel Faria, tão prematuramente levado, Maria Rosário Pedreira, o Tolentino, sempre, e Fernando Pessoa, intemporal, autor de um dos meus poemas preferidos, Não sei quantas almas tenho.

O seu herói da ficção?
D. Quixote de La Mancha, persistindo na perseguição dos moinhos de vento, contra todas as evidências.

Heroínas favoritas na ficção?
Ana Karenina, pela grandeza da sua paixão.

Os heróis da vida real?
Os que se colocam ao serviço dos outros, o/as médico/as e enfermeiro/as nos momentos mais graves da pandemia, os bombeiros na incansável luta contra os incêndios e, num sentido mais coletivo, o povo ucraniano, nesta altura, mártir e defensor da liberdade contra a agressão de que é vítima.

As heroínas históricas?
Joana d'Arc e Maria da Fonte, pela coragem na defesa de grandes causas, no feminino - a história não é feita só pelos grandes homens.

Os pintores preferidos?
Júlio Resende, Helena Abreu, Manuel Cargaleiro e sempre Helena Vieira da Silva.

Compositores preferidos?
Evidentemente, os clássicos, Tchaikovsky, Debussy, Rachmaninov, Chopin, Mozart. Mais recentes e entre tantos, destaco The Cinematica Orchestra, em particular, no trecho To build a Home.

Os seus nomes preferidos?
Os dos meus filhos, especialmente Sílvia.

O que detesta acima de tudo?
A intriga palaciana e a falta de caráter associada.

A personagem histórica que mais despreza?
Creio que na figura de Adolf Hitler posso condensar um enxame de ditadores criminosos que me merecem o mesmo grau de desprezo máximo.

O feito militar que mais admira?
Pelo seu sentido estratégico, a Batalha de Aljubarrota.

O dom da natureza que gostaria de ter?
Cantar.

Como gostaria de morrer?
De repente, se me fosse dado escolher.

Estado de espírito atual?
Animada e tranquila.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os que são assumidos.

A sua divisa?
A vontade de sempre aprender.

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