40% dos pais portugueses tiram licença e são exemplo na OCDE

Portugal é também o 5.º país da OCDE onde há mais semanas de licença paga para os homens (21 semanas)

Os pais portugueses estão entre aqueles que nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mais gozam licença parental alargada. Como nós só os países nórdicos, aponta a organização na sua mais recente análise: Parental leave: where are the fathers? (Licença parental: onde estão os pais?). "A percentagem de homens que usam a licença parental chega aos 40% ou mais em alguns países nórdicos e em Portugal", refere o documento. Enquanto na Austrália, República Checa e Polónia "não chega a um em cada 50" pais.

A análise às licenças parentais e ao uso que os homens fazem delas, surge no âmbito do dia da mulher e de um conjunto de análises aos dados da igualdade de género. Os especialista da OCDE lembram que os pais que gozam a licença após o nascimento dos filhos "estão mais disponíveis para desempenhar tarefas como alimentar e dar banho ao bebé. E tem um efeito duradouro: Pais que cuidam dos filhos quando são bebés tendem a envolver-se mais no crescimento ao longo do seu crescimento. Quando os pais participam nos cuidados das crianças e na vida familiar, elas têm melhores resultados cognitivos e emocionais e melhor saúde".

No entanto, ainda falta muito para envolver os pais nesta fase da vida dos filhos, aponta a organização. Não basta garantir semanas pagas de licença. Veja-se o caso da Coreia ou do Japão onde têm um ano de licença paga, mas são poucos os homens que usam esta possibilidade. Entre os países que semanas pagas de licença oferece, Portugal encontra-se também no topo: é o quinto, com 21 semanas garantidas para o homem.

A OCDE acredita que a solução pode estar em permitir uma maior flexibilização com a carreira. Trabalho em part-time pode ser uma forma de "reduzir o impacto financeiro da tirar licença e facilitar aos pais manterem contacto com o trabalho". Reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres - que na OCDE ronda os 15% - também pode incentivar os homens a ficar em casa. Uma vez que, aponta o documento, muitos pais mantém o trabalho por questões financeiras já que são quem ganha mais no casal.

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