1.400 refugiados ucranianos já têm contrato de trabalho em Portugal

Ana Mendes Godinho acrescentou ainda que há "29 mil ofertas de emprego espalhadas por todo o país para cidadãos ucranianos", que fugiram do país depois da invasão da Ucrânia pela Rússia.

A ministra do Trabalho anunciou esta quarta-feira que foram celebrados contratos de trabalho com 1.400 refugiados ucranianos que vieram para Portugal fugidos da guerra, havendo cerca de 29 mil ofertas de trabalho espalhadas pelo país.

"Temos já 1.400 contratos de contrato de trabalho celebrados com estes cidadãos ucranianos", anunciou a ministra Ana Mendes Godinho numa audição na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças sobre o Orçamento do Estado para 2022 nas áreas que tutela.

Ana Mendes Godinho acrescentou ainda que há "29 mil ofertas de emprego espalhadas por todo o país para cidadãos ucranianos", que fugiram do país depois da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.

Durante a audição, que está a decorrer no parlamento, a ministra salientou ainda a importância de todos os cidadãos estrangeiros no mercado de trabalho nacional, que assim contribuem para a estabilidade da segurança social: "Neste momento, 10% das pessoas que estão a contribuir para a segurança social são estrangeiros e fazem parte deste esforço coletivo", com as suas contribuições para a segurança social.

Parlamento aprova audição da ministra Adjunta sobre acolhimento de refugiados

A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, a audição da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, para prestar esclarecimentos sobre as condições de acolhimento de refugiados em Portugal.

O requerimento, apresentado pelo PCP, foi aprovado na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, por unanimidade.

No texto, o PCP sustenta o pedido de audição da ministra -- que tem a tutela da Igualdade e Migrações - com o "afluxo inesperado de refugiados" que chegaram a Portugal como consequência da guerra na Ucrânia.

"Apesar da distância geográfica que separa os dois países, o facto de haver já em Portugal uma comunidade ucraniana significativa, torna o nosso país um destino possível para muitas pessoas que buscam refúgio em outros países", argumentam os comunistas, acrescentando que "é um dever indeclinável" do país "acolher condignamente essas pessoas".

O PCP advoga que "há preocupações" no que diz respeito à facilidade com que os refugiados são alvo de exploração, alertando para "denúncias de situações de tráfico de seres humanos em diversos países".

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