O Prémio Maria José Nogueira Pinto está de regresso para mais uma edição de sucesso

O Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social está de regresso, este ano na sua 9.ª edição. Para o contextualizar, bem como à importância de apoiar projetos de cariz social face ao atual contexto do país, falámos com a presidente do júri, Dra. Maria de Belém Roseira.

Uma iniciativa de responsabilidade corporativa da MSD Portugal, o Prémio Maria José Nogueira Pinto visa reconhecer o trabalho desenvolvido por pessoas coletivas que se tenham evidenciado no âmbito de ações de responsabilidade social ativa em Portugal.

O prémio, já na sua 9.ª edição, distingue anualmente o projeto considerado mais "socialmente responsável na comunidade em que está inserido", um conceito que foi sempre bastante caro à Dr.ª Maria José Nogueira Pinto, com um valor de 10 mil euros. São ainda atribuídas três menções honrosas no valor de mil euros cada, com o propósito de apoiar e incentivar as instituições a continuarem o seu trabalho.

As candidaturas, avaliadas em função da importância social do projeto, do número de pessoas beneficiadas, do impacto na comunidade e da sua natureza inovadora, deverão ser apresentadas, até dia 8 de setembro, no site oficial do prémio, em https://premiomariajosenogueirapinto.pt/candidaturas#, através do preenchimento do formulário.

Maria Belém Roseira, presidente do júri, antiga ministra e deputada em várias legislaturas e presidente da Assembleia Mundial de Saúde, explicou-nos a relevância desta iniciativa da MSD Portugal.

Para si, que homenagem melhor retrataria a importância da vida de Maria José Nogueira Pinto?

Considero que a melhor homenagem que podemos prestar a Maria José Nogueira Pinto é precisamente a de honrar a sua memória através da atribuição de um prémio que possibilita a concretização de projetos, desenvolvidos por entidades do setor da Economia Social, que se criam ou reinventam para melhorar a vida das pessoas mais vulneráveis.

Qual o fator de diferenciação deste projeto?

A riqueza das reuniões de júri, integrado por família e amigos de Maria José Nogueira Pinto, onde tentamos interpretar a valia de cada uma das candidaturas à luz do seu pensamento e ponderação.

Qual é o impacto do apoio a projetos de cariz social no atual contexto nacional?

Acredito que estaríamos numa situação mais complexa, enquanto país e sociedade, se não fosse a extraordinária ação das instituições de solidariedade social que no terreno apoiam as comunidades que estão, por tantos, esquecidas, de acordo com as necessidades específicas identificadas como prioritárias e como reais necessidades das pessoas. Por isso é tão importante este "mergulho" no real e este reconhecimento público de quem tanto se esforça para atenuar os graves problemas sociais que afetam os portugueses, em todos os estratos etários.

Fale-nos um pouco sobre os vencedores das edições anteriores.

No âmbito do Prémio Maria José Nogueira Pinto, já foram distinguidos 35 projetos de intervenção social de instituições privadas de vários pontos do País em áreas como a melhoria da qualidade de vida dos idosos, alimentação de famílias a passar por dificuldades, mitigação da infoexclusão, apoio domiciliário à demência", entre outros.

Como é feita a pré-seleção dos candidatos ao prémio?

A pré-seleção é feita pela MSD Portugal em função do regulamento do prémio. Em seguida, é apresentada ao júri a lista de todos os projetos candidatos que cumprem os critérios, com a indicação daqueles que os colaboradores da MSD Portugal consideraram os mais interessantes. O júri analisa-os todos e realiza as reuniões necessárias para chegar a uma escolha que tem sido sempre por consenso.

As instituições candidatas debatem-se todas com uma enorme falta de recursos e é extraordinário como conseguem tirar o melhor delas próprias, mesmo em circunstâncias tão difíceis, para apresentar projetos tão criativos e tão diversificados. Não nego que a escolha é sempre difícil!

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